Prevenção é a melhor forma de combater "pressão económica" sobre médicos e doentes

Prevenção é a melhor forma de combater "pressão económica" sobre médicos e doentes

 

Lusa/AO online   Nacional   23 de Nov de 2012, 11:19

O presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, Manuel Carrageta, afirmou esta sexta-feira que a prevenção é a melhor forma de combater as doenças cardiovasculares e a "pressão económica" exercida sobre os médicos e os doentes.

As doenças cardiovasculares são responsáveis por quatro em cada dez mortes registadas em Portugal, a maioria das quais poderia ser evitada com um estilo de vida saudável, refere a Fundação de Cardiologia (FPC).

À margem do 14.º simpósio anual da FPC, subordinado ao tema “Avanços da prevenção cardiovascular”, Manuel Carrageta disse à agência Lusa que “as doenças crónicas têm custos e implicam riscos” que podiam ser evitados.

Para o especialista, “a melhor maneira de combater estes problemas, nomeadamente a pressão económica que se exerce sobre os médicos e doentes, é a prevenção”.

“A prevenção será a grande resposta aos custos da saúde porque a maior parte das doenças tem a ver com o estilo de vida”, sustentou.

No simpósio vão ser debatidas formas de melhorar a qualidade de vida dos doentes, que passam por uma alimentação saudável, atividade física e redução da ansiedade, e ao mesmo tempo reduzir os custos em saúde

“Como tratar bem os doentes reduzindo os custos” é o grande desafio para o sistema de saúde, que “é possível fazer” através de “um grande apelo à prevenção”, disse o presidente da FPC.

As pessoas têm de aprender a comer de uma forma saudável, sem gastar mais dinheiro, e fazer exercício físico, que pode ser uma marcha diária de 30 a 60 minutos, disse Manuel Carrageta.

O cardiologista alertou ainda para a importância de “aprender a reagir de uma forma mais saudável às adversidades do ponto de vista psicológico”.

Os problemas que as pessoas vivem, o facto de dormirem mal, “as situações de medo, de pânico, de cólera e de raiva das pessoas” aumentam o risco de enfarte do miocárdio, de arritmias cardíacas e acidentes vasculares cerebrais.

“São doenças que além de matar causam grande sofrimento”, frisou.

Todos os anos morrem em Portugal 20 mil mulheres e 16 mil homens vítimas de doenças cardiovasculares.


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