Preços elevados são ameaça à economia global, alerta a Agência Internacional de Energia

Preços elevados são ameaça à economia global, alerta a Agência Internacional de Energia

 

Lusa/AO Online   Internacional   14 de Dez de 2011, 07:16

 Os preços elevados do petróleo são uma ameaça ao agravamento da situação económica global e os produtores deverão considerar um aumento da produção, alertou hoje o economista chefe da Agência Internacional de Energia.

"Os preços atuais do petróleo poderão estrangular a recuperação económica em muitos países", disse Fatih Birol num discurso hoje proferido em Singapura.

"Espero que os preços elevados do petróleo não abrandem o crescimento económico chinês, o que teria um impacto negativo sobre a recuperação global", acrescentou.

O preço do barril de petróleo subiu para 100 dólares americanos face aos 75 dólares que custava em outubro.

Birol propõe aos produtores que aumentem a produção face à crescente procura dos países em desenvolvimento.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) vai reunir-se hoje em Viena para decidir uma eventual alteração às quotas de produção.

"Constatando que os preços do petróleo estão elevados e o impacto negativo que isso tem sobre a recuperação económica global, espero que os países produtores tenham esta situação em consideração e tomem uma decisão apropriada", salientou Birol.

De acordo com este economista da Agência Internacional de Energia, os preços do petróleo poderão aumentar para 150 dólares até 2015 se os países produtores no Médio Oriente e Norte de África não investirem 100 mil milhões de dólares americanos por ano para manterem os campos existentes e desenvolverem novos.

Mais de 90 por cento da produção de petróleo nos próximos 20 anos virá dessa região, liderada pela Arábia Saudita, Irão, Iraque, Kuwait, Argélia e Emirados Árabes Unidos, disse.

"Desenvolvimentos recentes, incluindo a primavera árabe, alteraram a mentalidade de muitos governos", constatou Birol, salientando que "em alguns países, os investimentos em petróleo foram transferidos para gastos sociais".

"As políticas sobre o petróleo estão a basear-se numa visão mais nacionalista, o que significa não aumentar a produção tanto quanto necessário no mercado mundial", concluiu.


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