Projecto de auto-estradas marítimas

Portugal vai investir 2,5 ME para integrar 5 portos


 

Lusa / AO online   Economia   23 de Out de 2007, 17:21

Portugal vai investir 2,5 milhões de euros até ao final do ano para ter os cinco maiores portos portugueses a funcionar no projecto de auto-estradas marítimas, disse  esta terça-feira o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
Mário Lino falava na conferência de imprensa da Conferencia Ministerial sobre Auto-estradas do Mar e Logística, que esta terça-feira decorreu em Lisboa e que estabeleceu um plano de acção para o desenvolvimento das auto-estradas do mar.

Portugal vai ter, já este mês, as primeiras auto-estradas marítimas a funcionar, a partir dos portos de Sines e Leixões.

As duas carreiras regulares de transporte de mercadorias por via marítima, com uma frequência pré-determinada, vão ligar o porto de Leixões a Roterdão, na Holanda, e ao porto de Tillbury, no Reino Unido, e o porto de Sines a La Spezia, em Itália, em percursos com uma duração entre três e cinco dias.

A aplicação das auto-estradas marítimas é uma das medidas que vai permitir mais do que duplicar o volume de carga movimentado nos portos portugueses até 2015, objectivo definido nas Orientações Estratégicas para o Sector Marítimo-Portuário.

Até agora, Portugal já investiu cerca de um milhão de euros nas info-estruturas que permitem estabelecer as carreiras marítimas regulares, simplificando procedimentos administrativos nos trajectos dos navios, segundo Mário Lino.

"O financiamento é baixo, quando comparado com os benefícios que gera", afirmou o ministro, acrescentando que o projecto beneficia de cerca de 50 por cento de financiamento comunitário.

O comissário dos Transportes, Jacques Barrot, presente na conferência de imprensa, adiantou que a União Europeia tem disponíveis 300 milhões de euros no Projecto de Redes Transeuropeias e 100 milhões de euros no programa Marco Polo, que podem ser utilizados no desenvolvimento das auto-estradas do mar.

"Além disso, há ainda a possibilidade de os estados membros recorrerem ao fundos de coesão e a ajudas de Estado", acrescentou o vice-presidente da Comissão Europeia.

O comissário saudou o dinamismo da Presidência Portuguesa "que permitiu fazer grandes progressos no 'dossier' das auto-estradas marítimas" e congratulou-se com a escolha de um português, o antigo ministro das Obras Públicas e do Planeamento, Valente de Oliveira, para coordenador europeu do projecto, uma nomeação recentemente confirmada pelo Parlamento Europeu.
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