Portugal “tem sido um apoiante fervoroso” afirma dirigente palestiniano


 

Lusa / AO online   Internacional   1 de Out de 2011, 14:03

Portugal “tem sido durante muito tempo um apoiante fervoroso” da Palestina, disse à Lusa Nabil Shaath, membro da equipa negociadora palestiniana, apelando para que Portugal vote a favor de um Estado Palestiniano no Conselho de Segurança da ONU.

O dirigente aproveitou para sublinhar “o quanto” ele próprio e o presidente Abu Mazen (apelido por que o presidente palestiniano Mahmud Abbas é conhecido popularmente) trabalharam "para conseguir que Portugal fosse eleito para o Conselho de Segurança” das Nações Unidas.

“Não temos voto, mas temos amigos em todo o lado que ajudaram Portugal a tornar-se membro [não permanente] do Conselho de Segurança”, explicou o negociador e assessor do presidente palestiniano.

Portugal, membro não permanente do Conselho de Segurança desde Janeiro, ainda não divulgou qual vai ser o seu voto, defendendo uma posição comum da União Europeia e a importância das negociações entre palestinianos e israelitas.

Em referência à confirmação oficial feita à Agência Lusa de que o presidente Abbas “irá viajar a Portugal”, Shaath não especificou datas, tendo informado que a ronda de visitas planeadas a Lisboa e ao Conselho Europeu “poderá ter início a qualquer momento a partir já desde amanhã”.

"O primeiro-ministro português endereçou um convite ao presidente Mahmud Abbas para visitar Portugal mas, até ao momento, nada se concretizou", disse na passada sexta-feira uma fonte palestiniana em Lisboa, que acrescentou estar tudo em aberto e que "não há datas marcadas".

A deslocação a Portugal foi referida na sexta-feira passada pelo chefe da diplomacia palestiniana, Riad Malki, à agência Associated Press, que diz que uma deslocação à Colômbia está marcada para o dia 07 de outubro, e que a "visita a Portugal estava a ser planeada".

Vários membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas já disseram que vão aprovar o pedido palestiniano: China, Rússia, Brasil, Índia, Líbano, África do Sul, Nigéria e Gabão.

A posição europeia quanto à proposta palestiniana, que defende uma resposta em bloco, ainda não está definida, sendo o objetivo da viagem a Estrasburgo “apelar em conjunto ao maior número de países europeus”, informou uma fonte palestinina em Ramallah.

As atenções da campanha palestiniana estão agora voltadas para Portugal e Colômbia, membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

Para ser aprovada a proposta necessita de uma maioria de nove votos e de não ter qualquer veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China.

Washington prometeu vetar, se necessário, o pedido palestiniano, mas espera poder evitá-lo para não arriscar as suas relações com o mundo árabe.

O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, apresentou no final de setembro o pedido de adesão de um Estado da Palestina como membro de pleno direito da ONU, com base nas fronteiras de 04 de junho de 1967 e tendo Jerusalém Oriental como capital.


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