Portugal homenageado na Bienal do Livro de São Paulo


 

Lusa / AO online   Nacional   15 de Ago de 2008, 20:13

Portugal é um dos países homenageados na Bienal do Livro de São Paulo, um dos maiores eventos mundiais do sector, cuja edição deste ano deverá registar um número recorde de visitantes.
    "Pelo seu envolvimento essencial na história do livro no Brasil, Portugal recebe uma justa homenagem nesta edição", salientaram os organizadores do evento, aberto quinta-feira e que decorrerá até 24 de Agosto.

    A edição deste ano coincide com o bicentenário da chegada da família real portuguesa ao Brasil, que assinalou o início da indústria gráfica, com a criação da imprensa e da Biblioteca Nacional, com parte do acervo da Real Biblioteca.

    Os outros países homenageados são o Japão, em comemoração do centenário da imigração para o Brasil, e a Espanha, responsável pela organização do Congresso Ibero-americano de Editores, que antecedeu o evento.

    Portugal não participa este ano com um pavilhão próprio, como na edição anterior da Bienal de São Paulo, organizado então pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (IPLB), com a promoção de cinco escritores portugueses.

    A Bienal do Livro deste ano deverá registar um número recorde de cerca de um milhão de visitantes, um aumento de 23 por cento em relação a 2006, 350 expositores e mais de dois milhões de livros à venda.

    A mostra recebeu este ano 8,7 milhões de euros em investimentos, num espaço de 70.000 metros quadrados e uma longa programação cultural, com lançamentos e títulos de 900 selos editorais.

    Um dos lançamentos será o livro "O Último Távora", do historiador português José Norton, pela Editora Planeta, no último dia do evento.

    Lançado em Portugal, no ano passado, o livro descreve como Portugal castigava os culpados de crimes políticos na época em que o Brasil era uma colónia portuguesa.

    A punição incluía torturas com ferro e brasa, trituração de ossos com o réu vivo, esquartejamento, exposição dos corpos em praça pública e a queima dos cadáveres, cujas cinzas eram lançadas aos rios ou ao mar.

    Em 2006 (último dado disponível), as editoras brasileiras venderam 310,3 milhões de livros, numa facturação de 1,14 mil milhões de euros (ao câmbio actual), um aumento de 12 por cento em relação a 2005.

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