Portugal foi 9.º país da NATO com menor peso de despesa em Defesa no PIB em 2022

Portugal foi o 9.º Estado-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) que menos percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) dedicou à Defesa em 2022, embora se tenha aproximado da meta de 2% do PIB.



O relatório anual do secretário-geral da NATO, divulgado hoje, indica que Portugal dedicou à Defesa 1,38% do PIB em 2022, um incremento, mas ainda assim abaixo do objetivo dos 2% do PIB delineado pela NATO.

Para este ano o Governo tem previsto aumentar a despesa para 1,66% - um objetivo que estava inicialmente traçado para 2024 – e atingir os 2% até ao final da década, anunciou em fevereiro a ministro da Defesa Nacional, Helena Carreiras.

O Luxemburgo foi o país que menos percentagem do PIB dedicou à Defesa (0,62%). A Grécia foi o Estado-membro da NATO que mais investiu na Defesa (3,54% do PIB), mais do que os Estados Unidos da América (3,46%).

Em peso da despesa na Defesa, Portugal ficou à frente da Turquia, Montenegro, República Checa, Canadá, Eslovénia, Bélgica, Espanha e Luxemburgo.

Em fevereiro, a ministra da Defesa admitiu que há “pressão” da NATO para que os Estados-membros invistam uma maior percentagem do PIB na Defesa.

Em julho do ano passado, a NATO esperava que Portugal atingisse 1,44% do PIB em despesa na Defesa, mas o relatório demonstrou que o investimento ficou aquém do previsto nessa altura.

A Defesa é uma área depauperada há décadas na maioria dos países que integram a aliança militar, mas a invasão da Federação Russa à Ucrânia, em 24 de fevereiro do ano passado, e as proporções mundiais do conflito que até hoje não tem resolução à vista obrigaram os Estados-membros da NATO a planear aumento de gastos.

De 2014 até ao último ano, a generalidade dos países aumentou a despesa, só a Turquia e Montenegro investem menos hoje em Defesa do que naquela altura.


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