Pescas

Porto de Abrigo apresenta queixa crime contra sub secretário das pescas

Porto de Abrigo apresenta queixa crime contra sub secretário das pescas

 

LusA/AO On line   Regional   4 de Nov de 2010, 05:49

O presidente da Porto de Abrigo, Liberato Fernandes, anunciou hoje que esta cooperativa de pescadores apresentou uma queixa-crime contra o subsecretário regional das Pescas e o ex-presidente da Lotaçor, empresa que gere as lotas nos Açores.

“As razões da luta da Porto de Abrigo e as razões que determinaram o conflito entre a Porto de Abrigo e a administração regional foram razões de discordância política. Infelizmente, as posições do governo transformaram-se num caso de justiça e de polícia”, afirmou Liberato Fernandes.

O presidente da cooperativa, que hoje tomou posse para um novo mandato, depois de ter sido reeleito numa das mais concorridas votações de sempre na instituição, acrescentou ainda que “está em fase final de preparação uma ação civil contra a administração regional das pescas, na pessoa do subsecretário regional das Pescas, para a Porto de Abrigo ser ressarcida dos prejuízos sofridos por atitudes persecutórias”.

Liberato Fernandes frisou que a sua prioridade como presidente da cooperativa é a resolução da situação financeira da instituição, que tem uma dívida de 2,2 milhões de euros, salientando que vai avançar com processos de negociação amigável com os credores.

“Vamos iniciar processos de negociação amigáveis com todos os credores. A negociação com a banca estava a decorrer de forma absolutamente normal e custa-me dizer que encalhámos os processos com a administração [regional] e não com os bancos", afirmou.

Nesse sentido, salientou que a administração regional "foi a primeira entidade a colocar contra a cooperativa um processo de cobrança coerciva”.

Liberato Fernandes afirmou, por outro lado, que os pescadores estão preocupados com o pagamento especial do Fundo de Pesca, destinado a compensar os pescadores pelos dias em que não podem exercer a sua atividade devido às condições meteorológicas.

“Estamos em novembro e as candidaturas para o Fundo de Pesca ainda não foram aceites. Como é pago habitualmente em dezembro, isto significa que o governo dos Açores se prepara, no mínimo, para atrasar o pagamento”, afirmou.


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