Açoriano Oriental
PM vai analisar proposta de fecho de aeroportos na Madeira e sugere serenidade

O primeiro-ministro evitou este domingo responder diretamente à exigência do presidente do Governo da Madeira sobre o encerramento imediato dos aeroportos da Região Autónoma devido à pandemia de Covid-19, prometendo analisar a proposta quando ela existir.

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Foto: EPA/ANTONIO PEDRO SANTOS
Autor: AO Online/ Lusa

Numa conferência de imprensa na Residência Oficial de São Bento, em Lisboa, António Costa foi questionado sobre o assunto, afirmou que compreende bem "o estado de ansiedade e de preocupação" de "todos perante a situação do surto”, mas pediu "serenidade e cabeça fria".

"Temos que manter todos a serenidade e a cabeça fria para ter a capacidade de, em cada momento, não deixar de fazer o que é essencial, mas também evitar qualquer tipo de excesso que tem um efeito seguramente danoso", afirmou, avisando ainda que uma medida como esta, de fechar os aeroportos, prejudicará a região.

Depois, questionado sobre a exigência de Miguel Albuquerque, presidente do governo madeirense, de fechar os aeroportos da região, o primeiro-ministro afirmou: "Quando [o governo da madeira] formalizar a proposta, naturalmente a apreciaremos com a devida atenção."

Já hoje, numa conferência de imprensa, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, afirmou que estas questões de "circulação em espaço nacional" são matéria da competência do Governo da República.

O presidente do Governo Regional da Madeira anunciou hoje ter exigido ao primeiro-ministro "o encerramento imediato" dos aeroportos da Região Autónoma devido à pandemia de Covid-19.

Numa breve nota enviada à agência Lusa pela presidência do executivo madeirense pode ler-se que "o Presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, já exigiu o encerramento imediato dos aeroportos da Região Autónoma da Madeira junto do primeiro-ministro, António Costa".

Eduardo Cabrita recordou ainda o comunicado de sábado, no qual o seu ministério desaconselhava fortemente os cidadãos portugueses não residentes da Madeira a viajarem para a região, face à medida decretada para que quem entre na região fique de quarentena.


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