Plano da administração Bush poderá custar 700 mil milhões de dólares

 Plano da administração Bush poderá custar 700 mil milhões de dólares

 

Lusa/AO online   Economia   20 de Set de 2008, 22:17

O plano da administração Bush para combater a crise financeira poderá custar 700 mil milhões de dólares e estender-se por dois anos, segundo um documento enviado ao Congresso
O documento de três páginas, publicado no "site" do New York Times, precisa que as Finanças terão toda a autoridade para assumir o encargo até 700 mil milhões de dólares, nomeadamente de activos imobiliários, das instituições financeiras durante dois anos.
Esta soma está incluída nas estimativas avançadas desde sexta-feira por vários analistas e representa a maior intervenção lançada por uma administração para ajuda ao sector privado.
O plano terá uma duração de dois anos, mas as Finanças terão a possibilidade de guardar em seu nome os activos recuperados enquanto o considere necessário.
Os únicos activos incluídos na oferta de recuperação governamental devem estar ligados a empréstimos hipotecários feitos antes de quarta-feira, data em que o Tesouro começou a elaborar o plano.
Também apenas as instituições financeiras com sede nos Estados Unidos são incluídas.
 A administração pede ainda ao Congresso autorização para contratar gestores de fundos para gerirem créditos insolúveis.
A crise financeira criou "um risco sistémico importante e isto necessita de uma resposta forte que o Congresso compreende", afirmou hoje o presidente norte-americano, George W. Bush.
"Vamos trabalhar para que qualquer cois seja feito tão depressa quanto possível e de modo tão forte quanto possível", adiantou.
O objectivo é chegar a um projecto de lei até ao final do fim-de-semana, cuja análise o Congresso poderia iniciar no final da próxima semana, de acordo com o senador democrata Chris Dodd, presidente da comissão bancária no Senado.

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