PJ vai interrogar amigos dos MacCann


 

Lusa/AOonline   Nacional   21 de Out de 2007, 16:03

O director nacional da Polícia Judiciária, Alípio Ribeiro, disse hoje que a comissão que vai interrogar as pessoas que se encontravam com os MacCann no dia do desaparecimento de Madeleine está pronta e dentro de dias viajará para Inglaterra.


    “Sim, está preparada, e dentro de uns dias viajará com uma equipa de polícias e com o delegado do Ministério Público de Portimão”, afirma o director nacional da PJ em entrevista ao jornal espanhol El Pais.

    Esta equipa vai interrogar, de novo, os amigos do casal McCann que se encontravam num bar com Kate e Gerry na altura em que Madeleine desapareceu do apartamento em que dormia com os dois irmãos na Praia da Luz, em Lagos, Algarve.

    Ressalvando que todas as hipóteses para o desaparecimento da menina estão em aberto, Alípio Ribeiro admite, no entanto, que a tese de que Madeleine esteja morta ganhou alguma veracidade e tem mais força.

    “É, com efeito, uma hipótese que ganhou alguma veracidade e tem mais força, mas não excluímos nada”, afirma o director nacional da PJ, reconhecendo que, na primeira fase, a investigação dirigiu-se quase exclusivamente para a tese de rapto.

    Questionado sobre se faltou discernimento para investigar os pais da menina desde o primeiro momento, tendo em conta os depoimentos confusos e que foram os últimos a ver Madeleine, Alípio Ribeiro responde que “é fácil dizer isso agora”.

    Kate e Gerry McCann foram constituídos arguidos a 07 de Setembro e são, segundo os seus porta-vozes, suspeitos de homicídio involuntário e de ocultação de cadáver.

    Alípio Ribeiro considera que os resultados das análises de ADN podem ajudar muito a investigação, mas adianta que não há elementos que por si só resolvam um caso.

    Quanto à relação com a polícia britânica, o director nacional da PJ refere que “sempre foi leal e respeitosa”, salientando que "a polícia britânica nunca interferiu”, até porque não “o podia fazer”.

    O responsável da PJ reconhece que o caso do desaparecimento de Madeleine McCann tem uma enorme vertente mediática, o que levou à existência de algumas fugas de informação, mas menos do que parece.

    “A imaginação dos jornalistas também trabalhou intensamente”, critica.

    Alípio Ribeiro afirma-se convencido que “mais cedo ou mais tarde” irá haver um resultado, mas escusa-se a adiantar quando.

    O director nacional da PJ considera que o julgamento dos responsáveis pelo desaparecimento de Madeleine deveria celebrar-se em Portugal, mas refere que esta é uma questão muito distante que ainda não foi tratada.

    Em relação a uma possível presença da ETA em Portugal, Alípio Ribeiro afirma que, “de momento, não há nenhuma garantia” que exista uma infra-estrutura da ETA em território nacional, mas acredita que tenha alguma logística ao nível das que tem em França, por exemplo.

    Alípio Ribeiro garante que as autoridades portuguesas “estão muito atentas a qualquer movimento e que continuam a colaborar estreitamente com Espanha”.

   
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.