Pico “no limite” do abastecimento de água

A presidente da Câmara Municipal da Madalena, Catarina Manito, considerou que a ilha do Pico vive “no limite” do abastecimento de água e os municípios estão a trabalhar em “soluções a curto prazo” para debelar o problema



A autarca disse à agência Lusa que esta situação se tem agudizado com a pressão do turismo sobre o território, sendo que os municípios procuram “corresponder às necessidades acrescidas”.

Segundo Catarina Manito, o concelho da Madalena “é um dos municípios da região como maiores dificuldades no abastecimento de água e na captação”, e o Pico “é um território geologicamente muito jovem”, sendo que as captações em profundidade “têm bastante intrusão salina”.

O município vai investir, no âmbito do Programa Operacional dos Açores 2030, em dois furos “que já estão em fase de prospeção”, e “espera-se que tenha água de qualidade para o abastecimento” à população.

“Vivemos no limite do abastecimento de água e tem de haver soluções a curto prazo, que não são as ideais”, afirmou Catarina Manito.

De acordo com a autarca, “o ideal era que se pudesse ter captação e retenção da pluviosidade que se faz sentir na ilha”, um projeto em desenvolvimento pelos três municípios do Pico em parceria com o Governo dos Açores.

Reivindica-se, por outro lado, a impermeabilização da lagoa do Paul "para transportar água em altitude e trazê-la depois, mas não só, também para o abastecimento público”.

Ao contrário de zonas continentais, onde a maioria da água utilizada no abastecimento provém de origem superficial, nos Açores, cerca de 98% da água provém de origem subterrânea.

O Governo dos Açores revelou este mês que vai avançar com a adjudicação de sete empreitadas no abastecimento de água, orçadas em 718 mil euros, nas ilhas de São Miguel, Terceira, Pico e Graciosa.

Segundo um comunicado do executivo açoriano, as intervenções abrangem infraestruturas de abastecimento de água nas ilhas de São Miguel, Terceira, Pico e Graciosa, contribuindo para a “melhoria da eficiência hídrica, redução de perdas e reforço da resiliência dos sistemas de distribuição”.


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