Pescadores dos Açores preocupados com atraso no arranque do novo quadro europeu

Pescadores dos Açores preocupados com atraso no arranque do novo quadro europeu

 

Lusa/AO Online   Regional   1 de Out de 2013, 12:02

O presidente da Federação de Pescas dos Açores, José António Fernandes, manifestou a sua preocupação face a um "atraso significativo" na entrada em vigor do novo quadro comunitário de apoio, para 2014-2020.

 

“Estamos preocupados com um atraso significativo na entrada em vigor do novo quadro comunitário de apoio, que deveria arrancar em 2014 e deverá vigorar, com sorte, a partir do primeiro semestre de 2015”, disse à agência Lusa José António Fernandes.

Os Açores vão receber 1.546 milhões de euros de fundos europeus no período 2014-2020, mais oito milhões do que no atual quadro comunitário de apoio, em vigor até final de 2013.

“Sabemos que todas as vezes que há mudança de quadro comunitário há atrasos e um período acentuado em que não há fundos disponíveis. Isso é algo que nos preocupa bastante”, frisou o dirigente do setor das pescas dos Açores.

José António Fernandes vê “com bons olhos” o aumento das verbas destinadas ao setor das pescas, de forma particular na vertente do Posei (Programa de Opções Específicas relativas ao Afastamento e à Insularidade, destinado às regiões ultraperiféricas da União Europeia).

O dirigente da FPA lamenta, contudo, que não tenha sido contemplado para o período de programação 2014-2020 a continuação da modernização da frota pesqueira, sendo os apoios financeiros “direcionados noutras direções”.

Já o presidente da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) considera “bastante positivo” que não haja “quebra de valores” neste quadro comunitário de apoio, assistindo-se mesmo a um reforço.

Sandro Paim considera “relevante” o destaque dado a algumas linhas estratégicas que a CCIA o sempre defendeu como “essenciais”, designadamente as linhas de apoio para a criação de emprego no setor privado, onde se assiste a um reforço de 100 milhões de euros. Sublinha também o apoio dado no sistema de incentivos a empresas com cariz de bens transacionáveis, a par do turismo e das energias renováveis.

Tal como o presidente da Federação das Pescas, também Sandro Paim manifestou "alguma preocupação", na segunda-feira, no final de uma reunião do Conselho Regional de Concertação Estratégica, por estar "um pouco" atrasada "toda a implementação" do novo quadro europeu.

O líder da CGTP nos Açores, Vítor Silva, congratulou-se com o “trabalho positivo” desenvolvido pelos governos da República e dos Açores, que resultou num aumento de fundos comunitários para a região.

“Isso prova que quando as entidades portuguesas trabalham em conjunto e de forma determinada, os resultados são positivos”, declarou.

Vítor Silva espera agora que a aplicação do novo quadro comunitário de apoio seja “melhor para os Açores” do que, “por vezes, tem sido” em termos de rentabilização.

Na sua leitura, é “necessário apostar” em infraestruturas que possam “dinamizar a economia” no sentido de que a população seja uma “beneficiária do ponto de vista prático”.

O líder da CGTP nos Açores defende que a “aposta tem de ser nas pessoas”, na perspetiva da sua qualificação e formação.

A Federação Agrícola de São Miguel considera ainda ser prematuro pronunciar-se sobre o novo quadro comunitário de apoio, enquanto a UGT/Açores não esteve disponível para quaisquer comentários.


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