Pequim reafirma política monetária face a pressão europeia


 

Lusa / AO online   Internacional   9 de Out de 2007, 12:44

A China garantiu hoje que vai manter a política de valorização gradual do renminbi, em resposta ao apelo europeu para que Pequim permita a flutuação livre da sua moeda.
    "Nos últimos dois anos, o renminbi valorizou mais de 9 por cento devido a uma política de ajustamento. A China vai continuar com esta política", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Liu Jianchao.

    Liu afirmou, ainda, que "os muitos países que expressam as suas preocupações deviam ter bem clara a posição do governo chinês", em declarações aos jornalistas em Pequim, durante uma conferência de imprensa de rotina.

    Os ministros das Finanças da Zona Euro pediram segunda-feira a Pequim para deixar flutuar livremente a sua moeda para que se produzam os "ajustes necessários", anunciando ainda o envio de uma delegação à China para discutir questões de política macroeconómica.

    Em outra reacção oficial de Pequim, a agência noticiosa oficial Nova China, numa notícia sem assinatura sobre o encontro dos ministros europeus, afirma que, "incapaz de pressionar os Estados Unidos, a União Europeia (UE) volta a empurrar a China na questão de moeda", afirmando que Bruxelas vai enviar "uma mensagem mais forte a outros parceiros, especialmente aos Estados Unidos, para que impeçam a valorização do euro”.

    "Os ministros das Finanças dos países da UE não conseguiram encontrar uma posição mais dura sobre a valorização do euro contra o dólar norte-americano e, em vez disso, escolheram o renminbi, moeda chinesa, como um alvo fácil", diz a Nova China.

    Em Julho de 2005, Pequim reformou o sistema cambial, transformando a paridade fixa de 8,27 renminbi por dólar numa paridade com um cabaz de divisas dos maiores parceiros comerciais, em especial os EUA, o Japão e a União Europeia, variável dentro de uma banda secreta.

    A cotação do renminbi face ao dólar é actualmente fixada pelas autoridades chinesas numa taxa de 0,3 por cento acima ou baixo da banda cambial, no início de cada dia, já que segundo posição oficial, a total flutuação iria colocar em perigo todo o sistema financeiro do país.

    Os sectores internacionais mais proteccionistas acusam Pequim de desvalorizar artificialmente o renminbi, dando às exportações chinesas uma vantagem competitiva desleal, causando a perda de empregos e desequilibrando o comércio global.
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