PCP/A contra "roubo de subsídio de Natal"

PCP/A contra "roubo de subsídio de Natal"

 

lusa   Regional   18 de Set de 2011, 17:35

O PCP Açores inicia na próxima semana uma campanha de esclarecimento e mobilização dos açorianos contra o que considera "o roubo no subsídio de Natal e o ataque à Autonomia açoriana que ele implica”.

“Só a luta e a determinação de todos poderão travar este ataque às suas condições de vida e, por isso, apelamos à participação no protesto de 1 de outubro, no âmbito das comemorações do 40º aniversário da CGTP-IN” disse, em conferência de imprensa, Aníbal Pires.

O coordenador da direção da organização regional PCP Açores (DORAA) lamentou que “o Presidente da República tenha promulgado este roubo aos portugueses e este ataque à Autonomia, uma vez que a lei está eivada de ilegalidades e inconstitucionalidades”.

Acusa também, quer o PS quer o PSD dos Açores, de “estarem de braços caídos num momento na defesa da autonomia regional e subjugados pelo diretório partidário lisboeta que tem desbaratado a soberania nacional”.

Para diminuir o impacto desta medida nos rendimentos dos açorianos o PCP Açores “considera que a sua proposta para aumentar o acréscimo ao salário mínimo regional – que já foi entregue no Parlamento Regional – se torna ainda mais importante para inverter o panorama de catástrofe social que se abate sobre o arquipélago”.

Os comunistas açorianos criticaram ainda a tentativa de “desmantelamento do serviço de rádio e televisão público nos Açores apenas por razões economicistas, pretendendo, aparentemente, desmantelar toda a produção de conteúdos regional, bem como pôr em causa os trabalhadores do Centro Regional da RTP e os seus postos de trabalho”.

Querem, assim, que as açorianas e açorianos “integrem e apoiem a manifestação em defesa da RTP-Açores, no dia 24 de setembro em Ponta Delgada e que por diversos meios façam ouvir a sua voz em sua defesa”.

O PCP-Açores está contra “a redução em quase 30% das colocações de professores nas escolas da Região” contra a “introdução de taxas moderadoras no Sistema Regional de Saúde, por ser “mais uma despesa para uma população que cada vez paga mais impostos”.

A precariedade laboral e ausência de direitos atingem hoje, segundo os comunistas açorianos, “níveis inaceitáveis na sociedade açoriana, chegando a existir, como no caso da construção civil, contratos que já nem definem a ilha onde o trabalho é prestado”.

“Do ponto de vista dos horários neste sector, existem casos que permitem que, em vez das normais oito horas, o trabalhador possa ser forçado a trabalhar 12 horas, sem qualquer remuneração extra”, acusam.

Acrescentam que “o aumento das qualificações não corresponde, na prática, a qualquer melhoria salarial ou, sequer, maior facilidade em encontrar emprego” pelo que continua a haver “desemprego entre tantos jovens açorianos altamente qualificados”.

Por tudo isso, Aníbal Pires realçou que nos Açores decorre “um profundíssimo agravamento das condições sociais e no aumento da pobreza” o que faz com que “31 mil famílias vivam com apenas 540€ mensais e 50 mil açorianos vivam com menos de 420€ por mês”.


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