Passos afirma manter "totalmente" a confiança em Rui Machete

Passos afirma manter "totalmente" a confiança em Rui Machete

 

Lusa/AO Online   Nacional   21 de Set de 2013, 19:12

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje manter "totalmente" a confiança no ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, que admitiu ter cometido uma "incorreção factual" numa informação que prestou ao deputado do BE Luís Fazenda.

Questionado se mantém a confiança em Rui Machete, o primeiro-ministro respondeu: "Totalmente". Pedro Passos Coelho falava em Alcanena, no distrito de Santarém, à entrada para uma convenção distrital autárquica do PSD, na qual vai participar na qualidade de presidente deste partido. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, admitiu hoje ter cometido uma "incorreção factual" ao escrever que nunca tinha tido ações da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), numa carta enviada em 2008 ao deputado do BE Luís Fazenda, que na altura integrava a comissão parlamentar de inquérito sobre o Banco Português de Negócios (BPN). "No momento em que escrevi esta carta, em 5 de novembro de 2008, não tinha quaisquer ações ligadas ao BPN. Aliás, nunca tive, em qualquer momento, ações do BPN. Equivocadamente escrevi então que nunca tinha tido ações da SLN. É bom sublinhar que este é o único ponto da minha carta em que existe uma incorreção factual", refere um comunicado hoje enviado por Rui Machete à agência Lusa. No mesmo comunicado, Rui Machete reclama não ter tido "qualquer interesse ou intenção em ocultar" este facto e já ter esclarecido publicamente "as circunstâncias, os valores e as datas" em que comprou e vendeu as ações da SLN. O Bloco de Esquerda pediu hoje a demissão do ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, alegando que este mentiu ao parlamento. "A mentira é sempre condenável. Quem mente não pode governar. E por isso nós dizemos que Rui Machete deve demitir-se ou ser demitido, em nome da democracia, da transparência, da decência, do combate à podridão que Rui Machete na sua tomada de posse se queixava de estar a ser vítima", defendeu João Semedo, em conferência de imprensa, na Assembleia da República.


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