"Passeio da Indignação" hoje junto à Assembleia da República

"Passeio da Indignação" hoje junto à Assembleia da República

 

Lusa/AO Online   Nacional   28 de Set de 2011, 08:16

Profissionais dos serviços e forças de segurança realizam hoje o “passeio da indignação” junto à Assembleia da República para exigiram ao Governo a colocação nas novas tabelas remuneratórias em vigor desde 2010.

Convocada pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, a “semana da indignação dos polícias” começou na última quarta-feira e termina hoje com a concentração.

O secretário nacional da CCP, Paulo Rodrigues, que é também presidente do maior sindicato da PSP, disse à agência Lusa que a organização não está a apelar para que os polícias participem no protesto fardados, mas alguns “fazem questão" em protestar fardados.

Segundo o estatuto e o regulamento disciplinar da PSP, os polícias só podem usar a farda em serviço, podendo incorrer num processo disciplinar caso seja utilizada em protestos.

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) afirmou que o objetivo é que o “passeio da indignação” seja pacífico. “A ideia não é perder a razão”, sustentou.

Paulo Rodrigues escusou-se a adiantar o número de profissionais das forças de segurança que poderão participar no protesto, adiantando que vários autocarros vão sair de algumas cidades.

A principal reivindicação está no incumprimento da aplicação das novas tabelas remuneratórias na PSP e na GNR, tendo em conta que há profissionais que já foram colocados nos novos índices remuneratórios em 2010 e outros, a maioria, ainda não transitaram.

O ministro da Administração Interna já afirmou que “é muitíssimo estreito” o caminho para resolver o problema que herdou do anterior executivo socialista, que o acusou de "leviandade".

Segundo o ministro, a aplicação do novo sistema remuneratório teria um impacto financeiro adicional para o Estado de 68,7 milhões de euros em dois anos.

Além da ASPP, fazem parte da CCP a Associação dos Profissionais da Guarda (APG), a Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima (ASPPM), o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), o Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF-SEF) e a Associação Sindical dos Funcionários da ASAE.

Destas estruturas só o sindicato dos investigadores do SEF é que não participa nos protestos.

O Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP), que não pertence à CCP, também adere à concentração.

Paulo Rodrigues considera que este protesto “ultrapassa o âmbito dos sindicatos”, sendo uma iniciativa “para todos os polícias".


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