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Partidos lutam por “duas Américas diferentes”, diz dirigente republicana

A presidente do partido Republicano no condado Centre, nos Estados Unidos, considerou em entrevista à Lusa que os partidos políticos estão “a lutar por duas Américas diferentes” e que o pior cenário será a transformação numa nova Venezuela.

Partidos lutam por “duas Américas diferentes”, diz dirigente republicana

Autor: AO Online/ Lusa

Kristine Eng, presidente do partido Republicano no condado Centre, na Pensilvânia, admitiu que “pode ver-se que estão duas Américas diferentes em jogo”, com as campanhas “muito polarizadas” para a eleição presidencial, que se realiza na terça-feira e opõem Donald Trump ao democrata Joe Biden.

Em entrevista à agência Lusa, no escritório em State College, Pensilvânia, Kristine Eng defendeu que para o partido Republicano, o “grande objetivo é preservar América como uma terra de liberdade, de oportunidade e de poder individual” e como um país de “lei e ordem”.

Kristine Eng disse que a comunicação entre os dois partidos é muito difícil: “Eu dizia sempre que somos americanos, primeiro de tudo. (…) Mas agora, pergunto-me ‘que América queremos?’”.

A dirigente classificou de “muito preocupante” o pedido apoiado por várias figuras democratas para reduzir financiamento para a polícia e até desmantelar unidades policiais (‘defund the police’).

Kristine Eng usou o exemplo de refugiados e exilados da América do Sul, que querem entrar nos Estados Unidos através das fronteiras com o México: “eles estão a fugir de países que não executam a lei”.

“Veja a Venezuela”, continuou Kristine Eng. “Estamos a olhar para países que são lideradas por pessoas que só querem o poder e o dinheiro”, explicou.

“A Venezuela seria um extremo do ponto onde nós estamos, mas assim são essas ideias, ideologias que se inclinam para uma abordagem socialista. É assim que começa e depois todas as liberdades e direitos são tirados”, disse a responsável republicana, culpando o partido Democrata de querer conduzir os Estados Unidos para o socialismo.

A antiga professora de matemática disse que a luta dos partidos deve ser vista sem as figuras dos candidatos presidenciais: “gostava que se tirassem as personalidades de cada um dos candidatos, Trump e Biden” para se ver “quem está por detrás, quem apoia, a quem ouvem e o que defendem”.

Segundo a responsável republicana, é importante que nos EUA haja liberdade e oportunidade de abrir negócios: a promessa não é que o negócio corra bem, porque isso depende do empresário, mas que “tenha oportunidade e não seja regulado de forma tão pesada”.

A economia é um dos pontos mais fortes na campanha de Donald Trump e um dos motivos por que uma parte dos empresários norte-americanos prefere a continuação do Presidente na Casa Branca.

Um dos grandes desgostos para Kristine Eng foi o facto de o candidato democrata a Presidente, Joe Biden “e a esquerda não denunciarem a violência nas ruas” no verão, durante a onda de protestos contra o racismo e brutalidade policial, e de não assumirem uma posição de “condenar claramente a vandalização e saque de propriedades”.

Questionada pela Lusa sobre o facto de Donald Trump não denunciar supremacistas brancos e ter dito, no primeiro debate presidencial, em 29 de setembro que o grupo de extrema-direita Proud Boys deviam “recuar e aguardar”, Kristine Eng disse que na verdade, o Presidente condenou e denunciou estes grupos.

“Ele categoricamente defendeu a Lei e ordem, sempre apoiou a lei e consequências por violar a lei”, argumentou Eng.

Para a responsável, tratou-se de um mal-entendido, em que “atiraram o nome de Proud Boys”, que poucos conheciam.

Kristine Eng sublinhou que o país precisa de aplicar e defender a Constituição e disse à Lusa que esse é um motivo porque apoia a juíza Amy Coney Barrett para o Supremo Tribunal dos EUA, que esteve no centro de uma polémica nas últimas semanas, por reforçar a maioria conservadora do órgão judiciário e poder agir em favor de Donald Trump.

“Precisamos de alguém que olhe para a Constituição, veja a Lei, interprete a Lei, verifique e decida como interpretar a Lei”, considerou Kristine Eng.


 
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