Assembleia Legislativa dos Açores

Parlamento encomenda estudo para definir serviço público de rádio e televisão

Parlamento encomenda estudo para definir serviço público de rádio e televisão

 

Lusa/AO online   Regional   30 de Set de 2011, 12:44

A Assembleia Legislativa dos Açores decidiu, por maioria, encomendar a realização de um estudo circunstanciado para definir o conceito de serviço público de rádio e televisão na região a um grupo de especialistas liderado por José Manuel Mendes.
O projecto de resolução foi apresentado pelo CDS/PP e recebeu também os votos favoráveis do PS e do PSD, o voto contra do PCP e a abstenção do BE.

O grupo de trabalho, que será liderado por José Manuel Mendes, professor da Universidade de Coimbra, contará ainda com a deputada socialista Isabel Rodrigues, para assegurar a ligação com o parlamento, não sendo ainda conhecidos os restantes elementos, cuja escolha compete ao coordenador do grupo.

Nos termos do diploma hoje aprovado, este grupo de trabalho terá que entregar as suas conclusões no prazo de 90 dias.

“A RTP/Açores não pode continuar como está, tem que ser reestruturada a todos os níveis, mas, para fazer esse trabalho, é preciso que os açorianos saibam o que querem”, afirmou Artur Lima, do CDS/PP, na apresentação do diploma perante o plenário.

Segundo Artur Lima, este grupo de trabalho vai realizar “um estudo para definir o conceito de serviço público de rádio e televisão tendo em conta a realidade dos Açores”.

Aníbal Pires, do PCP, justificou o voto contra afirmando ter “algumas dúvidas” sobre o objectivo pretendido, que considerou ser “muito vago”.

O deputado comunista salientou ainda que não lhe parece “ser esta a melhor forma” de atingir os objectivos que se pretendem.

Em sentido contrário, Clélio Menezes, do PSD, defendeu a necessidade de “definir e atualizar o conceito de serviço público”, frisando que “as coisas não estão bem”.

“É preciso que não se fique pela conversa, que sejam dados passos e este é um passo para se construir um modelo de serviço público e acabar com os equívocos”, afirmou.

O secretário regional da Presidência, André Bradford, considerou que se trata de uma “iniciativa útil”, que o executivo regional “acompanhará com interesse, mas sem se envolver”.

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