Os três detidos que fugiram do Tribunal do Porto foram levados para a cadeia


 

Lusa/Ao online   Nacional   20 de Out de 2018, 07:38

Os três arguidos que fugiram quinta-feira do Tribunal de Instrução Criminal do Porto (TIC) e que, esta tarde, foram detidos pela PSP foram encaminhados para a cadeia de Custóias, adiantou aos jornalistas a advogada de dois deles.

Depois de terem sido detidos em Gondomar, no distrito do Porto, os homens foram levados para a Divisão de Investigação Criminal (DIC) do Porto e, há instantes, encaminhados daí para o estabelecimento prisional.

Os três suspeitos de dezenas de furtos a idosos no Grande Porto fugiram do TIC na quinta-feira à tarde, depois de um juiz de instrução lhes decretar prisão preventiva, medida de coação mais gravosa.

Após a fuga, as autoridades policiais desencadearam uma operação de captura, alertando então que os foragidos eram considerados perigosos e estavam “potencialmente” armados.

À saída da DIC, a defesa de dois dos arguidos, Cristiana Carvalho, disse aos jornalistas que os arguidos vão agora cumprir a medida de coação que lhes foi aplicada, não tendo de ser novamente presentes a um juiz de Instrução Criminal.

“O que aconteceu foi o cumprimento de um mandado de detenção, mantendo-se a medida de coação de prisão preventiva, tal como foi decretada na quinta-feira”, afirmou.

Cristiana Carvalho adiantou que, após lhes ter sido decretada a prisão preventiva, os arguidos deveriam ter ido do TIC para o estabelecimento prisional, mas como fugiram isso não aconteceu, indo agora cumprir essa medida de coação.

“A medida [de coação] não agrava porque a prisão preventiva já é a mais grave, se houver consequências será mais tarde no julgamento”, frisou.

Questionada sobre se tinha conhecimento da intenção de fuga, Cristiana Carvalho foi perentória em dizer que não, nada fazendo prever essa situação.

“Nada fazia prever a intenção de fuga. Obviamente que não tinha conhecimento dessa intenção”, reiterou.

A advogada contou ainda que “dentro do possível” os arguidos estavam calmos, não tendo tido, contudo, oportunidade de falar com eles num ambiente que não o da detenção.

“Hoje já não consigo falar com eles, agora só segunda-feira”, ressalvou.

Os arguidos são dois irmãos gémeos, de 35 anos, mais um cúmplice, de 25, com antecedentes criminais, que foram presentes ao juiz de instrução depois de terem sido detidos em flagrante delito na terça-feira em Baguim do Monte, concelho de Gondomar. São-lhes imputados pelo menos 30 assaltos violentos, que terão rendido meio milhão de euros em dinheiro e bens, em residências de idosos na zona mais oriental do Porto e em concelhos periféricos, como Gondomar, Valongo ou Maia.

Os alvos do grupo eram pessoas com idades entre os 65 e os 95 anos.



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