Afeganistão

ONU vai retirar 200 dos seus funcionários estrangeiros

ONU vai retirar 200 dos seus funcionários estrangeiros

 

Lusa/AO Online   Internacional   7 de Nov de 2009, 08:36

O secretário-geral da ONU afirmou na sexta-feira que a retirada temporária do Afeganistão de funcionários estrangeiros das Nações Unidas envolve apenas 200 pessoas, já que o outro pessoal foi reinstalado no interior do país.

"Tomámos medidas imediatas para reforçar a segurança de todos os funcionários da ONU no Afeganistão, nomeadamente a reinstalação temporária de algum desse pessoal estrangeiro", declarou aos jornalistas Ban Ki-moon, depois de ter informado o Conselho de Segurança sobre a situação no Afeganistão, numa reunião à porta fechada.

"A maioria vai ser transferida para locais mais seguros no Afeganistão, enquanto alguns outros - cerca de 200 - serão reafectados a outros postos na região", disse o chefe da ONU.

"Não se trata de 600 com foi dito por alguns medias", sublinhou.

"Nenhum pessoal essencial será reposicionado e o nosso trabalho humanitário e o relativo ao desenvolvimento prosseguirá como antes", insistiu Ban.

A ONU anunciou na quinta-feira a evacuação temporária do Afeganistão de mais de metade do seu pessoal estrangeiro depois do ataque sangrento dos talibãs a semana passada contra uma das suas pensões, prevenindo que as relações entre o Afeganistão e o ocidente estavam num "ponto crítico".

Por razões de segurança, "os 600 funcionários não afegãos vão temporariamente mudar-se", ficando apenas o "pessoal não essencial", declarou Dan McNorton, porta-voz da ONU em Cabul, parecendo assim indicar que estas 600 pessoas iam deixar o país.

A 28 de Outubro, três bombistas suicidas atacaram a pensão Bekhtar, no centro de Cabul, onde residiam muitos funcionários expatriados da ONU. Cinco perderam a vida assim como dois polícias afegãos. Todos os atacantes morreram.

Os talibãs reinvindicaram o ataque e as autoridades acusaram também a Al-Qaida de estar envolvida.

Ban Ki-moon deslocou-se segunda-feira a Cabul para prestar homenagem às vítimas e apoiar o pessoal da ONU, insistindo que o organismo mundial não se deixará desencorajar por estes actos de violência.


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