ONU apela a "atenção especial" aos jovens

ONU  apela a "atenção especial" aos jovens

 

Lusa/AO Online   Internacional   12 de Ago de 2010, 06:13

 O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou hoje para as consequências da atual situação social e económica nos jovens, apelando a uma "atenção especial" às necessidades deste grupo.

Numa mensagem a propósito do Dia Internacional da Juventude, que se assinala hoje, Ban Ki-moon defende que "deve ser dada uma importância primordial às necessidades dos mais jovens", exortando mesmo os estados-membros a "aumentarem os seus investimentos nos jovens".

"A situação social e económica em que hoje vivemos justifica que se preste uma atenção especial aos mais jovens. Oitenta e sete por cento das pessoas com idades compreendidas entre os 15 e 24 anos vivem em países em desenvolvimento", lê-se na missiva.

O secretário geral da ONU sublinha que a crise económica teve "um impacto desproporcionado nos jovens", que perderam o emprego, têm de lutar por encontrar um, "ainda que seja mal remunerado", e viram limitado o acesso à educação.

"Este é um imperativo moral e uma necessidade de desenvolvimento. Mas é também uma oportunidade. A energia dos jovens pode estimular as economias mais débeis", escreve o responsável, apontando os importantes contributos dos jovens na luta contra a pobreza, propagação de doenças ou alterações climáticas.

Também hoje, na sala da Assembleia Geral das Nações Unidas, é lançado o Ano Internacional da Juventude, que termina a 11 de agosto de 2011, dedicado ao tema "diálogo e compreensão mútua".

Este ano tem como objetivo promover ideais de paz, respeito pelos direitos humanos e solidariedade entre gerações, culturas, religiões e civilizações.

Atualmente existem em todo o Mundo mais de 1,2 milhares de milhões de jovens, com idades entre os 15 e os 24 anos e que representam cerca de 18 por cento da população mundial.

Oitenta e sete por cento dos jovens que enfrentam problemas de acesso limitado a recursos, cuidados de saúde, educação, formação, emprego e oportunidades económicas vivem em países em desenvolvimento.


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