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Obama promete mudanças

Obama promete mudanças

 

Lusa / AO Online   Internacional   29 de Ago de 2008, 06:13

O candidato democrata às presidenciais norte-americanas, Barack Obama, prometeu hoje acabar em dez anos com a dependência dos Estados Unidos face ao petróleo do Médio Oriente e baixar impostos a 95 por cento das “famílias trabalhadoras”.
    “É esta a mudança de que precisamos”, declarou Barack Obama, no encerramento da Convenção de Denver, Colorado, em que o Partido Democrata o nomeou candidato à Casa Branca.

    “Vou estabelecer uma meta muito clara como presidente: em dez anos vamos finalmente acabar com a nossa dependência face ao petróleo do Médio Oriente”, anunciou Obama perante a multidão que enchia o Invesco Field, um estádio com capacidade para 75 mil pessoas.

    Depois de enfatizar a diferente visão que tem da economia em relação aos republicanos, dizendo que não avalia a situação económica pela situação dos bilionários, Barack Obama expôs os princípios da política fiscal que quer seguir.

    “A mudança de que precisamos implica uma política fiscal que não premeie os ‘lobbys’, mas sim os trabalhadores americanos e os pequenos empresários que o merecem”.

    “Eu vou baixar impostos - baixar impostos - a 95 por cento das famílias trabalhadoras. Porque numa economia como esta a última coisa que devemos fazer é penalizar a classe média com impostos”, afirmou.

    Obama adiantou que vai “eliminar impostos sobre o lucro de pequenos empresários e daqueles que estão a começar actividades que vão criar os empregos qualificados e de alta tecnologia do futuro”.

    “Oito anos já são demais”, declarou Barack Obama, na fase do seu discursou em que criticou a administração de George W. Bush.

    Repetindo uma das ideias mais ouvidas nos discursos da Convenção Democrata de Denver, o candidato a presidente dos Estados Unidos alegou que o seu adversário do Partido Republicano, John McCain, apoiou “90 por cento das políticas de Bush”.

    “Não posso falar por vocês, mas eu não estou disposto a apostar em 10 por cento de probabilidades de mudança”, acrescentou.

    Na sua intervenção, Obama falou também o que fará em matéria de política externa e de defesa nacional se for eleito em Novembro: “Como comandante supremo das forças armadas, nunca hesitarei em defender a nossa nação, mas só enviarei tropas para o estrangeiro numa missão clara, assegurando-lhes o equipamento necessário para a batalha e o cuidado e os louvores que merecem quando regressarem a casa”.

    “Eu acabarei com esta guerra irresponsável no Iraque e vou terminar a luta contra a Al Qaida e os talibã no Afeganistão, vou fortalecer as nossas forças armadas e também vou apostar numa diplomacia directa capaz de impedir que o Irão tenha poder nuclear”, completou.

    No início do seu discurso, Obama foi aplaudido quando declarou formalmente que aceita a nomeação do Partido Democrata para candidato à Casa Branca e quando elogiou a sua adversária nas primárias democratas Hillary Clinton.

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