Euro2008

Nulo "sofrido" bastou para Portugal se apurar

Nulo "sofrido" bastou para Portugal se apurar

 

Pedro Belo da Fonseca-Lusa   Futebol   21 de Nov de 2007, 20:22

Portugal qualificou-se hoje para a fase final do Cameponato Europeu de futebol de 2008, ao empatar 0-0 com a Finlândia, em jogo do Grupo A de apuramento, disputado no Estádio do Dragão, no Porto
A selecção portuguesa de futebol penou hoje uma imensidão para garantir um lugar na fase final do Europeu de 2008, conseguido com um sofrido "nulo" na recepção à Finlândia, no Estádio do Dragão, no Porto.
Necessitado apenas de um ponto para rumar pela quarta vez consecutiva a um Europeu e manter o pleno de fases finais no século XXI, Portugal não conseguiu o golo da tranquilidade e só pôde suspirar de alívio após o apito final do árbitro eslovaco Lubos Michel.
Apesar de uma vez mais, e à semelhança de toda uma atribulada qualificação, não ter estado brilhante, Portugal criou mais e melhores oportunidades, mas, nos minutos finais, os nórdicos estiveram por duas vezes muito perto de marcar o golo que os qualificaria.
Com grande sofrimento, já que, nessa altura, seria muito complicado responder, a formação lusa lá conseguiu segurar o empate, claramente com sabor a vitória, numa noite em que, com as "estrelas" apagadas, o lateral direito Bosingwa foi o melhor, juntamente com os centrais Pepe (em estreia) e Bruno Alves e o "trinco" Fernando Meira.
O seleccionador luso, o brasileiro Luiz Felipe Scolari, arriscou uma medida pouco popular, ao deixar no banco Simão, promover Pepe ao "onze" e subir Meira para o meio-campo, mas foi bem sucedido, já que, defensivamente, a equipa esteve irrepreensível.
Tudo somado, Portugal, que terminou da mesma forma que começou, com um empate face à Finlândia, pode dar-se por muito satisfeito por ter salvo o essencial, a qualificação: na fase final, tudo terá de ser diferente e sê-lo-á certamente.
Além da alteração anunciada, a troca do lesionado Hugo Almeida pelo "capitão" Nuno Gomes, em relação ao jogo com a Arménia (1-0 em Leiria, sábado), Scolari surpreendeu "meio mundo", ao trocar Simão pelo estreante Pepe e subir Fernando Meira para o meio-campo.
Desta forma, Portugal passou de "4-2-3-1" para "4-3-3", com Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Caneira, à frente de Ricardo, um meio-campo com Fernando Meira, mais recuado, Maniche e Miguel Veloso e dois extremos (Cristiano Ronaldo e Ricardo Quaresma) no apoio a Nuno Gomes.
Por seu lado, a Finlândia apresentou-se em "4-4-2", com Jaaskelainen na baliza, um quarteto defensivo com Pasanen, Tihinen, Hyypia e Kallio, dois médios centrais (Heikkinen e Tainio), dois extremos (Kolkka e Sjolund) e Litmanen nas costas de Forssell.
As duas equipas entraram com muitas cautelas, com Portugal ligeiramente melhor nos primeiros 15 minutos, em que conseguiu quatro remates, sem grande perigo, dois por Quaresma, um por Nuno Gomes e outro por Ronaldo, contra um de Pasanen, num livre à figura.
O jogo tornou-se mais cerrado e equilibrado, animou com um remate de Quaresma, após mau alívio de Pasanen, e teve, finalmente, alguma emoção a acabar a primeira metade, com Litmanen e Kolkka a assustarem Ricardo e Miguel Veloso a criar perigo num livre.
A segunda parte começou muito monótona, mas, após cinco minutos, Portugal passou a jogar melhor, a dominar e a criar muitas situações de perigo: Nuno Gomes teve três boas situações aos 52 minutos, Maniche ameaçou aos 55 e 63 e Quaresma aos 60.
O "onze" luso não conseguiu, no entanto, o golo e a Finlândia, com as entradas de Vayrynen, Yeremenko e Johansson começou a colocar mais jogadores na frente, enquanto Scolari refrescou a equipa, com as trocas de Maniche por Raul Meireles e Nuno Gomes por Makukula.
Mesmo sem criar perigo, Portugal continuou a "mandar" no jogo, mas cada vez mais aflito, pois um golo finlandês seria cada vez mais difícil de recuperar e, aos 87 minutos, a bola passou muito perto do poste esquerdo da baliza de Ricardo, após centro de Pasanen.
Agora, cada bola que os nórdicos apanhavam lançavam para a área e, aos 89 minutos, foi Forssell a causar enorme calafrio, até que Portugal, já com Nani em campo, conseguiu levar a bola para o meio-campo contrário e "empatar" o jogo até ao último apito do árbitro.
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