Açoriano Oriental
Espanha
Nissan vai dividir despedimento em duas fases
A direcção da Nissan em Espanha confirmou que vai despedir ainda este ano 1.288 trabalhadores, no âmbito de um processo de despedimento colectivo que abrangerá 392 outros trabalhadores em 2009.
Nissan vai dividir despedimento em duas fases

Autor: Lusa/AOonline
O Expediente de Regulação de Emprego (ERE) - formato usado em Espanha para despedimentos colectivos negociados - foi apresentado pela empresa na segunda-feira, afectando 1.680 trabalhadores da Nissan nas suas fábricas em Barcelona.

    Garantir a viabilidade dessas fábricas, insiste a multinacional, é o objectivo central deste processo de despedimento colectivo, que decorre em paralelos a processos idênticos anunciados por outros fabricantes de automóveis com fábricas em Espanha.

    Até ao final do ano serão despedidos 1.288 trabalhadores, explica o ERE da Nissan, o número “mínimo necessário para manter a competitividade a curto prazo” num cenário de quedas de produção.

    Para “minimizar o impacto social” dos despedimentos a empresa propôs aos sindicatos a aplicação de medidas “paliativas”, como reformas antecipadas para os maiores de 55 anos ou a recolocação de alguns trabalhadores noutras fábricas em Espanha ou outros países da Europa.

    Será ainda contratada uma empresa especializada para ajudar a recolocar os trabalhadores despedidos, criando-se uma bolsa de “recontratação” dentro da própria Nissan para eventuais vagas no futuro.

    Os sindicatos pediram já às autoridades que rejeitem o ERE da empresa, anunciando uma manifestação no centro de Barcelona.

    A acção da Nissan ecoa decisões idênticas de outras empresas tendo a Ford anunciado em Setembro o despedimento de 1.300 dos seus trabalhadores.

    Também a direcção da General Motors (GM) Espanha anunciou o despedimento de cerca de 600 trabalhadores.

    Dados divulgados na semana passada indicam que o mercado automóvel espanhol continua a ressentir-se da crise, tendo registado em Outubro a terceira pior queda de sempre com menos 40 por cento de matrículas, face ao mês homólogo em 2007.

    A Associação espanhola de Fabricantes do sector (ANFAC) refere que no mês de Outubro se registaram cerca de 78 mil veículos, elevando o total no ano para pouco mais de um milhão de registos, menos 23,8 por cento que nos primeiros 10 meses de 2007.

    O forte retrocesso no sector, que se tem vindo a agudizar ao longo do ano, reflecte-se numa queda de 39,2 por cento na procura do mercado particular e de 26,4 por cento das empresas de aluguer.

    A ANFAC atribui a situação à crise financeira e a falta de crédito para financiar as compras de automóveis, bem como o aumento do desemprego e o menor nível de rendimento disponível das famílias.
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