Espanha

Nissan vai dividir despedimento em duas fases

Nissan vai dividir despedimento em duas fases

 

Lusa/AOonline   Economia   11 de Nov de 2008, 11:05

A direcção da Nissan em Espanha confirmou que vai despedir ainda este ano 1.288 trabalhadores, no âmbito de um processo de despedimento colectivo que abrangerá 392 outros trabalhadores em 2009.
O Expediente de Regulação de Emprego (ERE) - formato usado em Espanha para despedimentos colectivos negociados - foi apresentado pela empresa na segunda-feira, afectando 1.680 trabalhadores da Nissan nas suas fábricas em Barcelona.

    Garantir a viabilidade dessas fábricas, insiste a multinacional, é o objectivo central deste processo de despedimento colectivo, que decorre em paralelos a processos idênticos anunciados por outros fabricantes de automóveis com fábricas em Espanha.

    Até ao final do ano serão despedidos 1.288 trabalhadores, explica o ERE da Nissan, o número “mínimo necessário para manter a competitividade a curto prazo” num cenário de quedas de produção.

    Para “minimizar o impacto social” dos despedimentos a empresa propôs aos sindicatos a aplicação de medidas “paliativas”, como reformas antecipadas para os maiores de 55 anos ou a recolocação de alguns trabalhadores noutras fábricas em Espanha ou outros países da Europa.

    Será ainda contratada uma empresa especializada para ajudar a recolocar os trabalhadores despedidos, criando-se uma bolsa de “recontratação” dentro da própria Nissan para eventuais vagas no futuro.

    Os sindicatos pediram já às autoridades que rejeitem o ERE da empresa, anunciando uma manifestação no centro de Barcelona.

    A acção da Nissan ecoa decisões idênticas de outras empresas tendo a Ford anunciado em Setembro o despedimento de 1.300 dos seus trabalhadores.

    Também a direcção da General Motors (GM) Espanha anunciou o despedimento de cerca de 600 trabalhadores.

    Dados divulgados na semana passada indicam que o mercado automóvel espanhol continua a ressentir-se da crise, tendo registado em Outubro a terceira pior queda de sempre com menos 40 por cento de matrículas, face ao mês homólogo em 2007.

    A Associação espanhola de Fabricantes do sector (ANFAC) refere que no mês de Outubro se registaram cerca de 78 mil veículos, elevando o total no ano para pouco mais de um milhão de registos, menos 23,8 por cento que nos primeiros 10 meses de 2007.

    O forte retrocesso no sector, que se tem vindo a agudizar ao longo do ano, reflecte-se numa queda de 39,2 por cento na procura do mercado particular e de 26,4 por cento das empresas de aluguer.

    A ANFAC atribui a situação à crise financeira e a falta de crédito para financiar as compras de automóveis, bem como o aumento do desemprego e o menor nível de rendimento disponível das famílias.

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