Não há razão para Itália ou Espanha precisarem de um resgate


 

Arthur Melo   Internacional   11 de Out de 2011, 14:21

O ex-presidente da Comissão Europeia, Romano Prodi, considerou hoje não haver qualquer razão fundamental para que a Itália e Espanha venham a necessitar de um resgate, admitindo que os dois países podem ser alvos de especuladores

"Não creio que haja razões para o colapso da Itália ou de Espanha. Não há razões fundamentais para estarem em perigo", disse, questionado pela Lusa em Barcelona sobre a pressão que os investidores têm feito nos mercados da dívida dos dois países.

"Mas claramente a situação de falta de solidariedade, de especulação leva a que os dois países sejam atingidos pelos especuladores", considerou.

Para Prodi é vital que haja "ação política a nível europeu", recordando que, "durante muito tempo", quer Itália quer Espanha "tiveram taxas de juros da dívida iguais à Alemanha e França".

Agora, "devido a esta crise" e perante a falta de decisões coletivas adequadas para ultrapassar a crise", a situação mudou e a diferença entre os juros aumentou.

Especificamente, Prodi recorda que, no caso da Espanha, a situação da dívida "não varia da média europeia" e que "há uma decisão política, tomada e em curso, para lidar com o défice".

No caso italiano, a dívida atual é "igual, em percentagem, à que o país tinha quando entrou no euro, da ordem dos 120 por cento" enquanto o défice "está perfeitamente em ordem, muito abaixo da média europeia" e será eliminado no próximo ano.

Prodi está hoje em Barcelona onde, à noite, apresenta o novo livro de Jordi Pujol, o ex-presidente da Generalitat (Governo regional da Catalunha), intitulado "Semear, trabalhar e colher - Escritos de Reflexão e de Agitação" que reúne textos que escreveu entre 2005 e 2011.


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