Nancy Pelosi defende plano de relançamento económico em duas vertentes


 

Lusa/AO   Internacional   7 de Nov de 2008, 05:19

A presidente democrata da Câmara dos representantes norte-americana Nancy Pelosi defendeu quinta-feira numa entrevista publicada no site de Internet do Wall Street Journal, um voto rápido de um plano de relançamento da economia norte-americana em duas vertentes.
De acordo com o WSJ, Pelosi defende um plano de 60 a 100 mil milhões de dólares numa primeira fase, a partir deste mês, seguindo-se uma medida complementar no início do próximo mês que pode englobar “uma baixa de impostos permanente”.

    Pelosi apelou à Casa Branca para trabalhar com o Congresso nos últimos dias da administração do presidente George W. Bush, que tem sido reticente em dar a sua luz verde a um segundo plano de relançamento económico, depois daquele que foi adoptado em Fevereiro, de 150 mil milhões de dólares.

    A acção rápida pedida por Pelosi e a reunião de hoje entre o presidente eleito Barack Obama e os membros da sua equipa de transição para as questões económicas, mostram, de acordo com o WSJ, que os democratas, terão como uma das suas prioridades a luta contra a crise económica.

    “A economia necessita de algo antes” do próximo ano, declarou Pelosi ao jornal económico, acrescentando que qualquer medida adoptada pelo Congresso, antes da entrada em funções do novo Congresso, será uma introdução ao plano que será aprovado mais tarde.

    “Vamos ver se, trabalhando em conjunto, conseguimos fazer qualquer coisa que permita ganhar dois meses”, acrescentou Pelosi.

    A longo prazo, Pelosi considerou que a descida de impostos sobre as mais-valias preconizada pelos republicanos, deveria fazer parte de um projecto de lei “de simplificação fiscal” e não do plano de relançamento económico.

    Contudo assegurou que a segunda vertente do plano democrata deveria conter uma descida de impostos.

    De acordo com o WSJ, o plano proposto por Pelosi é semelhante ao programa apresentado pelos conselheiros económicos de Obama, novo presidente dos Estados Unidos.

    O presidente eleito terá hoje uma reunião com os seus conselheiros económicos, que inclui os antigos secretários do Tesouro Larry Summers e Robert Rubin, o antigo responsável pela Reserva Federal Norte-americana Paul Volcker e o presidente do Google, Eric Schmidt.

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