Museu Nacional Soares dos Reis chega aos 180 anos com vontade de melhorar

Museu Nacional Soares dos Reis chega aos 180 anos com vontade de melhorar

 

Lusa/AO Online   Nacional   14 de Nov de 2013, 07:38

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) chega aos 180 anos sem meios para grandes festas, mas com muitos amigos e vontade de assegurar o essencial e de tentar que toda a dimensão das suas instalações seja aproveitada pelo público.

 

Maria João Vasconcelos, a diretora daquele que foi o primeiro museu público de arte nacional, resume os desafios que estão à frente do museu, começando por colocar em primeiro plano a necessidade “de continuar a melhorar aquilo que é possível das condições de exposição e de conservação” e garantir essa base de trabalho que está “a conseguir neste momento com a Direção Geral de Património Cultural”.

A atual diretora (o lugar encontra-se a concurso) considera que num futuro próximo seria necessário o museu conseguir “a real utilização do espaço da cerca do museu, que tem uma outra saída para a rua Adolfo Casais Monteiro com condições para funcionar como entrada alternativa, o que implica reforço de segurança, e a manutenção da cerca”.

Um projeto para o qual a diretora tem a esperança de “que com a nova câmara se encontre uma solução, para os portuenses poderem usufruir daquele espaço completamente”.

Fundado em 1833,durante as guerras liberais, o museu está instalado desde 1940 no antigo palácio real das Carrancas, mas beneficiou de obras, sobre a direção do arquiteto Fernando Távora que dotaram o espaço em 2001 de “instalações notáveis”, segundo Maria João Vasconcelos.

Possui uma rica coleção de arte dos séculos XVI a XIX com pintura, cerâmica, escultura, joalharia, mobiliário, têxteis e vidros, com núcleos importantes de artistas como Soares dos Reis, Henrique Pousão, Aurélia de Sousa, Silva Porto e peças iconográficas como o “Desterrado” ou “Flor Agreste”.

Apesar da importância da sua coleção e da forte ligação à história do Porto e do Norte o museu não costuma constar da agenda mediática, admitindo Maria João Vasconcelos que “não existem “grandes meios para ser ‘agressivo’ no mercado, não há dinheiro para publicidade.

Considera, no entanto que a presença do museu “tem sido progressivamente maior” e que ele sofreu com a polémica em torno do túnel de Ceuta, que opôs o ex-presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, e a ex-ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima e que terminou com a vitória do autarca e uma boca de túnel à porta do museu.

“Passada esta fase, com uma solução que não é do nosso agrado, teve de se partir de um ponto quase negativo do conhecimento das pessoas, porque elas desabituaram-se do Museu Soares dos Reis, mas neste momento acho que está retomado o contacto e a afetividade com o museu tem-se mostrado de formas muito interessantes”, afirma a diretora.

As comemorações dos 180 anos ainda não têm programa, mas deverão incluir a atualização de uma exposição sobre a história do museu e têm já marcado um jantar de gala para sexta-feira, uma iniciativa organizada com o Círculo Dr. José de Figueiredo - Grupo de Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

Fundada em 1940, esta é uma das mais antigas associações de amigos de museus em Portugal e para a diretora “tem sido um apoio fantástico” e “uma força anímica” com os seus cerca de 1000 associados que ajudam mesmo “em coisas materiais comezinhas, que às vezes impossibilitam a realização de atividades”.

 


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