Açoriano Oriental
Dakar2020
Mudança de líderes e Paulo Gonçalves muito atrasado

A terceira etapa do Rali Dakar provocou mudança de líderes nas principais categorias da prova de todo-o-terreno, na Arábia Saudita, num dia em que o português Paulo Gonçalves (Hero) perdeu as hipóteses de chegar ao pódio.

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Foto: EPA/ANDRE PAIN
Autor: Lusa/AO Online

Nas motas, vários pilotos perderam-se nos derradeiros quilómetros da final, incluindo os principais pilotos da KTM, o britânico Sam Sunderland, anterior líder, e o australiano Toby Price.

A organização acabaria por anular os últimos 88 quilómetros, invocando um erro no GPS que não terá permitido a muitos dos concorrentes validar um dos pontos de passagem obrigatória.

Assim, o norte-americano Ricky Brabec (Honda) gastou 3:29.31 horas para cumprir os 389 quilómetros, dos 477 inicialmente previstos, numa tirada com um total de 504 e assumiu a liderança nas duas rodas.

O chileno José Ignacio Cornejo (Honda) terminou em segundo, a 5.56 minutos do companheiro de equipa na formação nipónica, cujo diretor desportivo é o português Ruben Faria. O argentino Kevin Benavides (Honda) fechou o pódio, a 7.22 do vencedor.

O dia foi de azar para Paulo Gonçalves, que viu o motor da sua mota ceder logo ao quilómetro 30 e perdeu seis horas até conseguir trocá-lo e retomar a corrida, numa altura em que era 14.º da geral.

Sebastian Bühler (Hero), um alemão há vários anos radicado em Portugal, mas que corre com licença germânica, foi 20.º, enquanto António Maio (Yamaha) foi o melhor português, na 24.ª posição, a 29.13 minutos do vencedor.

"O meu objetivo é fazer uma boa gestão da mecânica, apesar de por vezes me apetecer acelerar um pouco mais. No entanto, numa corrida como estas, é preciso pensar em cada etapa de forma isolada e, por isso, o meu foco é chegar ao fim com a mota em bom estado para minimizar os problemas que sabemos que vão surgir mais cedo ou mais tarde", comentou António Maio.

Fausto Mota (Husqvarna) foi 36.º classificado, enquanto Mário Patrão (KTM) perdeu 2:22.32 horas, cortando a meta apenas na 103.ª posição.

Com estes resultados, Brabec assumiu o comando, com 4.43 minutos de vantagem sobre Kevin Benavides e 6.02 minutos em relação ao austríaco Mathias Walkner (KTM), um dos beneficiados com a atualização das classificações.

António Maio é o melhor luso, na 19.ª posição, a 1:02.41 horas do comandante.

Nos automóveis, o espanhol Carlos Sainz (Mini) venceu a tirada e ascendeu à liderança da classificação da categoria.

O piloto espanhol, vencedor em 2010 e 2018, demorou 3:48.01 horas a cumprir os 477 quilómetros que compunham a especial, batendo o qatari Nasser Al-Attiyah (Toyota) por 3.31 minutos. O polaco Jakub Przygonski (Mini) foi o terceiro, a 4.19.

Nota ainda para o quinto lugar do espanhol Fernando Alonso (Toyota), a 6.14 minutos do seu compatriota, e para o sétimo do francês Stéphane Peterhansel (Mini), navegado pelo português Paulo Fiúza, a 10.26.

Ricardo Porém (Borgward) foi 22.º, a 41.07 minutos do primeiro classificado.

Carlos Sainz é, agora, o novo líder, com 4.55 minutos de vantagem sobre Al-Attiyah e 8.09 minutos face ao anterior comandante, o argentino Orlando Terranova (Mini), que hoje foi apenas oitavo. Peterhansel é quinto, a 19 minutos do primeiro.

Nos SSV, o zimbabueano Conrad Rautembach (PH Sport), navegado por Pedro Bianchi Prata, foi sétimo, a 3.48 minutos do vencedor, o espanhol Gerrard Farres (Can Am), e está em sexto, a 22.50 minutos do comandante, o norte-americano Casey Currie (Can Am).

Na quarta-feira, disputa-se a quarta de 12 etapas, entre Neom e Al-Ula, com 672 quilómetros, 453 deles ao cronómetro.


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