Ensino

Ministro da Educação admite que sejam anuladas licenciaturas atribuidas na Lusófona

Ministro da Educação admite que sejam anuladas licenciaturas atribuidas na Lusófona

 

LUSA/AOnline   Nacional   25 de Out de 2012, 20:37

O ministro da Educação admitiu hoje que a Universidade Lusófona venha a anular graus de licenciatura ou outros que tenha atribuído, se ficar comprovado que houve ilegalidades no processo de atribuição de creditações a alunos.

“É possível que em alguns casos se detetem” irregularidades, mas será a própria universidade a fazer esse trabalho, supervisionado pelo Ministério da Educação, afirmou Nuno Crato à agência Lusa.

Essas irregularidades implicarão a anulação dos graus académicos atribuídos a alunos.

O Ministério da Educação e Ciência divulgou hoje dois despachos onde sanciona com uma “advertência formal” pelo não cumprimento de recomendações feitas em 2009 acerca do reconhecimento de créditos a alunos da instituição.

As dúvidas sobre o processo de creditações na Universidade Lusófona surgiram quando foi conhecido que o ministro Miguel Relvas se licenciara na instituição, que lhe reconheceu 160 créditos no ano letivo 2006/2007.

“Detetaram-se algumas insuficiências no processo” das creditações e “decidimos fazer uma advertência formal”, que é a sanção mais baixa que poderia ser atribuída, acrescentou Nuno Crato, à margem de um Colóquio realizado hoje pela Sociedade Portuguesa de Matemática no Instituto para a Investigação Interdisciplinar da Universidade de Lisboa.

O Ministério da Educação deu agora 60 dias à Universidade Lusófona para “rever todos os processos de creditação de competências”, acrescentou o governante, manifestando “esperança e convicção” de que a instituição “corrija” eventuais irregularidades que tenha cometido.

“Queremos preservar a dignidade das instituições e o serviço que prestam” e que os “procedimentos menos claros e menos formais que foram seguidos sejam corrigidos”, afirmou o ministro.


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