Açoriano Oriental
Lajes
Ministro da Defesa diz que houve "evolução positiva" na descontaminação da ilha Terceira

O ministro da Defesa Nacional disse, esta terça-feira, que o último estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) sobre a contaminação de solos e aquíferos na ilha Terceira ainda não está concluído, mas registou uma “evolução positiva”.

article.title

Foto: ANTÓNIO ARAÚJO/LUSA
Autor: Lusa/AO Online

“Houve uma evolução positiva, porque foi possível identificar algum trabalho que era necessário fazer”, adiantou João Gomes Cravinho, em declarações aos jornalistas, à margem de uma reunião com o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

Em causa está a contaminação de solos e aquíferos na Praia da Vitória, na ilha Terceira, provocada pela Força Aérea norte-americana na base das Lajes, identificada em 2005 pelos próprios norte-americanos e confirmada, em 2009, pelo LNEC, que monitoriza desde 2012 o processo de descontaminação.

Em março de 2018, o então ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, anunciou um novo estudo sobre a contaminação da ilha Terceira, que seria elaborado pelo LNEC, em colaboração com o Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC).

O estudo, que segundo o Ministério da Defesa Nacional deveria estar concluído em dezembro de 2018, tinha como objetivo analisar 33 locais, que resultavam de um cruzamento de informação já conhecida de outros relatórios e de novas suspeitas levantadas junto da opinião pública.

Segundo João Gomes Cravinho, “acabou por não ser possível respeitar esse calendário”, mas o LNEC e o LREC “têm estado a trabalhar com grande intensidade no estudo”.

“Houve dois relatórios intercalares. Não temos ainda o relatório final. Os relatórios intercalares foram partilhados com o Governo Regional e com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que utilizou o relatório intercalar nas suas conversas com os Estados Unidos, no âmbito da comissão bilateral”, avançou.

O ministro da Defesa Nacional frisou que o “assunto não está concluído, mas está a evoluir”, acrescentando que qualquer denúncia ou preocupação que existir sobre esta matéria será “devidamente investigada”.

O embaixador dos Estados Unidos da América em Lisboa, George Glass, disse recentemente, em declarações à agência Lusa, que o país estava a trabalhar de forma afincada para terminar os trabalhos de descontaminação na ilha Terceira.

"Nós já concluímos seis locais, vamos concluir outros dois e agora resta uma mão cheia", disse, referindo que o Governo Regional dos Açores deveria "fazer um anúncio em breve" sobre esta matéria.

Questionado hoje sobre esse anúncio, o presidente do executivo açoriano disse que não tinha ouvido as declarações do embaixador norte-americano.

Vasco Cordeiro salientou que os relatórios técnicos existentes sobre a descontaminação dão conta de uma “evolução positiva”, mas também demonstram que “ainda há trabalho para fazer e ainda há sítios que necessitam de intervenções adicionais”.

“O que nós esperamos é que da mesma forma que foi feito este trabalho até aqui e que, segundo critérios técnicos, produziu um resultado positivo, seja possível no futuro continuar esse trabalho, de forma a resolver todos os assuntos que interessa resolver”, apontou.

O presidente do Governo Regional dos Açores realçou ainda o facto de ter sido possível encontrar “pontos de convergência” sobre a necessidade de “haver trabalho feito por parte da Força Aérea norte-americana” e de se terem definido “critérios aceites por ambas as partes” para “aferir se o trabalho que está a ser feito produz ou não resultados”.


Regional Ver Mais
Cultura & Social Ver Mais
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.