Mário Lino defende "massificação do computador"


 

Lusa / AO online   Economia   9 de Out de 2007, 17:19

O ministro das Obras Públicas, transportes e Comunicações, Mário Lino, defendeu hoje a necessidade de se intensificar e massificar o uso do computador, com ligação à Internet, como forma de melhorar os conhecimentos dos portugueses.
    "Portugal sofre de carência acentuada na qualificação", reconheceu Mário Lino na intervenção que fez na assinatura de um memorando com a Intel, Mário Lino.

    O ministro considerou, por isso, fundamental para o desenvolvimento do país um maior contacto com as novas tecnologias.

    "Por isso o Plano Tecnológico é uma peça chave para o Governo", disse, salientando, neste âmbito, a importância da nova iniciativa "e-Escola", que está a proporcionar a alunos e professores computadores a preços reduzidos.

    "É importante massificar na sociedade portuguesa o uso do computador", defendeu o ministro referindo que as estatisticas mostram que a maioria dos possuidores de computadores está ligada à internet, com banda larga, "que é um meio poderoso de adquirir conhecimento e de ter uma visão mais abrangente do mundo".

    Segundo Mário Lino a intensificação e massificação do uso do computador e da Internet em Portugal só é possível com a envolvência do Governo, dos operadores de telecomunicações e dos produtores de hard-ware e soft-ware.

    "Só assim é possível põr à discposição das pessoas computadores com condições muito atrativas e a preços muito baixos", disse.

    O memorando assinado pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e pelo vice-presidente da Intel formalizou um acordo já em vigor ao abrigo do qual a empresa está a fornecer os processadores para os mais de 500 mil computadores que o Governo está a facultar no ambito dos programas Novas Oportunidades e e-Escola.

    Segundo o ministro Mário Lino, Portugal é um dos primeiros países a ter computadores equipados com uma nova plataforma tecnológica, desenvolvida pela Intel.

    Trata-se do processador mais avançado do mercado (core duo com a plataforma Santa Rosa), que a intel está lançar a nível mundial, referiu o ministro salientando que este processador é mais eficiente em termos energéticos, o que traz vantagens em termos ambientais.

    No inicio de Setembro já estavam pré-inscritos mais de 64 mil professores e alunos para receberem computadores portáteis, no âmbito da generalização do acesso a computadores pessoais e Internet de banda larga, tendo sido entregues pelo governo os primeiros 2.000 no arranque do ano lectivo.

    De acordo com dados do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações inscreveram-se na iniciativa "e-Escola" 20.885 alunos do 10º ano, enquanto no programa "e-Professores" estão inscritos 43.510 docentes dos ensinos básico e secundário, para um total de 64.395.

    No âmbito do programa Novas Oportunidades, de acordo com a tutela, já foram entregues ou estão em processo de entrega cerca de 5.000 computadores, estando inscritos um total de 20.056 adultos.

    Os alunos, ao abrigo do programa e-escola, terão direito a um computador portátil, acesso à Internet de banda larga durante três anos e uma linha telefónica, mediante o pagamento de uma quantia de entrada de 150 euros e entre 17,5 e 35 euros por mês durante três anos.

    No caso de agregados familiares de baixos rendimentos existem dois escalões: os alunos da acção social escolar pagam apenas cinco euros por mês durante três anos, sem pagar qualquer quantia inicial, enquanto os estudantes de um escalão intermédio, criado para este programa, não pagam qualquer quantia inicial, mas pagarão 15 euros por mês durante três anos.

    Já os docentes terão direito a um computador portátil, acesso à Internet em banda larga durante três anos e a uma linha telefónica mediante o pagamento de uma quantia de entrada de 150 euros, acrescido de um pagamento mensal entre 17,5 e 35 euros durante três anos.

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