Mais de duas dezenas em protesto tentam impedir docentes de vigiar prova


 

Lusa/AO online   Nacional   18 de Dez de 2013, 08:57

Mais de duas dezenas de pessoas protestaram esta quarta-feira de manhã numa das escolas em Faro onde se realiza a prova de avaliação aos docentes e tentaram demover os colegas de vigiar a prova.

"Esta prova é inútil porque só existe para as pessoas terem acesso a um concurso público. Isto não existe em lado nenhum", afirmou Susana Santos, professora com mais de 10 anos de serviço.

"Hoje somos nós! E amanhã?", "Não à prova, exigimos respeito" e "Não pacctues" eram algumas das frases que se podiam ler nos cartazes dos professores que se concentraram na Escola Pinheiro e Rosa.

Segundo Alexandre André, professor de Física e Química, esta prova "não tem qualquer validade científica ou pedagógica e é uma tentativa clara para dividir a classe".

A sindicalista Ana Simões disse à Lusa acreditar que a prova não se realize nos dois agrupaentos - Faro e Portimão - para onde está prevista no Algarve.

"Do feedback que tivémos dos professores convocados para vigiar a prova podemos esperar uma grande adesão à greve", concluiu.

Na terça-feira, foi conhecida a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) do Funchal, que segundo a Federação Nacional de Professores (Fenprof) deferiu uma providência cautelar interposta por sindicatos para impedir a realização da prova de avaliação dos professores, ao contrário do que aconteceu noutros tribunais, onde tal procedimento não foi aceite.



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