Mais de 100 mil postos de trabalho serão perdidos no comércio

Mais de 100 mil postos de trabalho serão perdidos no comércio

 

Lusa / AO online   Economia   28 de Set de 2007, 15:37

Mais de 100 mil postos de trabalho, em termos líquidos, deverão ser perdidos no sector do comércio nos próximos quatro anos, estimou quinta-feira a CCP - Confederação do Comércio e Serviços de Portugal.
“A CCP tem fundadas razões para considerar que o sector vai continuar a perder muitos postos de trabalho nos próximos quatro anos, cerca de 20 por cento dos activos, ou seja, um valor que excede claramente os 100 mil postos de trabalho”, refere o presidente da CCP, José António Silva, em comunicado.

A análise da CCP tem por base os dados agregados do primeiro semestre de 2007 que confirmam a tendência negativa registada nos últimos anos, tendo-se perdido desde 2005 mais de 40.000 postos de trabalho líquidos no sector, assistindo-se em simultâneo a um acentuado aumento da precaridade.

“Não restam dúvidas de que estes valores confirmam o impacto claramente negativo da expansão das grandes unidades comerciais sobre as PME do comércio e sobre o nível de emprego no sector”, sublinha José António Silva.

“A tendência agora registada tenderá a agravar-se, pois muitas das unidades comerciais autorizadas ainda não entraram em funcionamento, não se sentindo ainda verdadeiramente todo o impacto da lei do licenciamento comercial”, adianta o presidente da CCP.

Após a entrada em vigor da lei do licenciamento comercial, assistiu-se a um elevado número de aberturas de estabelecimentos pertencentes aos grandes grupos de distribuição.

Só no comércio alimentar, o número de autorizações desde 2004 é já claramente superior à área autorizada entre 1997 e 2004, refere a CCP.

Tendo em conta que a grande distribuição criou nos últimos 3 anos cerca de 15.000 postos de trabalho e que a criação líquida de desemprego foi de menos 40.000 postos, a CCP conclui que, por cada posto de trabalho criado na grande distribuição são eliminados, em média, 4 postos de trabalho no comércio independente.

A posição da CCP surge também depois da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição ter entregue na Assembleia da República uma petição a pedir a abertura das grandes superfícies ao domingo e feriados à tarde.
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