Açoriano Oriental
Óbito/Zuraida Soares
Líder do PSD/Açores recorda "destemida defensora da liberdade"

 O presidente do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, recordou este sábado Zuraida Soares, antiga líder do Bloco de Esquerda nos Açores, definindo-a como uma "destemida defensora da liberdade".

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Foto: Pedro Amaral
Autor: AO Online/ Lusa

"Zuraida Soares foi uma destemida defensora da liberdade, da democracia e da justiça social. No parlamento dos Açores a sua paixão pelo debate e a clareza com que defendia os seus pontos de vista mereceram-lhe a admiração de todos os adversários políticos", declarou o social-democrata, citado numa nota de imprensa.

A antiga coordenadora e primeira deputada do Bloco de Esquerda nos Açores, Zuraida Soares, morreu hoje aos 67 anos, vítima de doença, informou o partido.

Para José Manuel Bolieiro, também presidente da Câmara de Ponta Delgada, "esta é uma perda para os Açores e para autonomia”.

"Em meu nome pessoal e do PSD/Açores, quero expressar sentidas condolências à sua família, a todos os que lhe são próximos e ao Bloco de Esquerda", concretizou o dirigente social-democrata.

Zuraida Soares foi coordenadora do BE/Açores entre 2004 e 2014, e membro da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda até à X Convenção Nacional, em 2016.

A bloquista foi eleita deputada regional, pela primeira vez, em 19 de outubro de 2008, tendo sido reeleita em 14 de outubro de 2012 e 16 de outubro de 2016.

Zuraida Soares havia deixado o parlamento dos Açores em 20 de setembro de 2018, tendo na ocasião sido aplaudida de pé pelas demais bancadas.

Nascida em Lisboa em 26 de julho de 1952, Zuraida Soares era licenciada em Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa, tendo-se formado posteriormente em Ciências da Educação.

A bloquista tinha também uma pós-graduação em Filosofia Contemporânea e Filosofia Medieval.

Na página Esquerda.net, o Bloco lembra que Zuraida Soares se destacou como defensora dos direitos sociais, dos direitos das mulheres, da autonomia dos Açores e era uma lutadora “por uma sociedade e por uma terra sem amos”.

Na despedida do parlamento açoriano, em 2018, afirmou: “Não há nada que dê mais colorido e força à vida do que lutar por uma sociedade mais digna, mais democrática, mais humana, mais tolerante, mais decente, e sobretudo, no fim, por uma sociedade e por uma terra sem amos”.


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