Líder da Autoridade Palestiniana exige investigação internacional sobre morte de Arafat

Líder da Autoridade Palestiniana exige investigação internacional sobre morte de Arafat

 

Ao Lusa   Internacional   17 de Nov de 2013, 17:37

O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, exigiu domingo a criação de uma comissão de investigação internacional sobre a morte de Yasser Arafat, depois da divulgação de exames médicos que apoiam a teoria de envenenamento.

 

“Exigimos uma investigação internacional com base no modelo reivindicado pela França para [o ex-primeiro-ministro libanês assassinado] Rafic Hariri, para descobrir quem matou Yasser Arafat", afirmou Abbas, numa entrevista à agência noticiosa francesa AFP, em Ramallah.

Arafat morreu a 11 de novembro de 2004, no hospital militar Percy de Clamart, nos arredores de Paris.

No início de novembro, especialistas suíços, que realizaram exames aos restos mortais de Arafat, indicaram que tinham sido detetadas doses de polónio 20 vezes superiores às habituais, considerando na mesma altura que as doses "sugeriam de forma incontestável a intervenção de terceiros”.

“Os nossos resultados confirmam de forma razoável a tese de envenenamento”, declarou então o professor François Bochud, diretor do Instituto de Radiofísica Aplicada, numa conferência de imprensa.

"Novas investigações toxicológicas e radio-toxicológicas foram conduzidas, demonstrando níveis inesperadamente altos de atividade de polónio 210 e chumbo 210 em muitas das amostras analisadas", lia-se no relatório dos peritos suíços, divulgado no início do mês pelo canal de televisão Al-Jazeera.

Na mesma entrevista à AFP, o líder palestiniano afirmou que as negociações de paz com Israel vão continuar por nove meses, conforme o prazo acordado com os Estados Unidos, “independentemente do que acontecer no terreno”.

“Assumimos o compromisso de continuar as negociações por nove meses, independentemente do que acontecer no terreno. Estamos empenhados e vamos até ao fim dos nove meses, e então tomaremos a decisão apropriada”, disse Abbas.


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