Kamala Harris viaja para o México para continuar digressão sobre migração ilegal

A vice-presidente norte-americana, Kamala Harris, deixou a Guatemala na segunda-feira para se deslocar ao México e continuar uma viagem de três dias em busca de soluções para a migração ilegal na região.



A vice-presidente dos EUA passou 24 horas na Guatemala, após a sua chegada no domingo, para se encontrar com várias pessoas no país centro-americano, incluindo o Presidente, Alejandro Giammattei, e o Prémio Nobel da Paz em 1992, a líder indígena Rigoberta Menchu.

Harris disse numa conferência de imprensa que o seu Governo irá implementar várias medidas destinadas a reduzir a migração irregular da Guatemala, incluindo a criação de um organismo transnacional para combater a corrupção e o investimento de empresas privadas dos EUA nas áreas mais pobres do país.

"Não venham aos Estados Unidos, não venham", disse a vice-presidente na segunda-feira de manhã numa conferência com Giammattei no Palácio Nacional da Cultura, a sede do governo guatemalteco, para desencorajar os migrantes de irem para os Estados Unidos de forma irregular.

À tarde, a norte-americana reuniu-se com 18 membros da sociedade civil numa universidade privada antes de partir para o México à noite, como previsto na sua agenda.

A visita de três dias de Harris à Guatemala e ao México, a sua primeira viagem ao estrangeiro desde que tomou posse em janeiro, visa principalmente encontrar soluções para o crescente problema da migração irregular.

"O nosso mundo está interligado e interdependente. E sabemos que o que acontece no estrangeiro tem impacto na nossa segurança e prosperidade nos Estados Unidos. É por isso que estou hoje na Guatemala", disse a vice-presidente.

Harris acrescentou que o seu Governo continuará a concentrar-se na resolução do problema da migração irregular "de uma forma que seja significativa e tenha resultados reais.

De acordo com números oficiais, existem mais de três milhões de guatemaltecos nos Estados Unidos, a maioria deles em situação irregular, e todos os anos pelo menos 300.000 pessoas tentam chegar aos EUA sem documentos em busca de melhores condições de vida.


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Dos dois agentes da PSP, um natural da ilha de São Miguel e outro da ilha de Porto Santo (Madeira), foram acusados pelo Ministério Público dos crimes de tortura, violação, abuso de poder, ofensas à integridade física, entre outros crimes. Ambos encontram-se em prisão preventiva desde 10 de julho passado, quando foram detidos após buscas domiciliárias.