Open da Austrália

Borges “pronto para a luta”, Faria quer manter-se ativo

Nuno Borges e Jaime Faria, os dois tenistas portugueses no quadro principal de singulares do Open da Austrália, mostram-se prontos para enfrentar o primeiro ‘major’ da época, que contará com Francisco Cabral na competição de pares



O maiato, número um nacional e 46 do ranking ATP, garantiu pelo quarto ano consecutivo a entrada direta no torneio australiano do Grand Slam, que decorre entre domingo e 01 de fevereiro, em Melbourne Park, onde foi derrotado pelo espanhol Carlos Alcaraz na terceira ronda em 2025, um ano depois de ter sido eliminado nos oitavos de final pelo russo Daniil Medvedev.

“Tenho me sentido bem tanto mentalmente como fisicamente. Depois de algum descanso da competição, venho sempre com mais energia de atacar aqui estes torneios. A verdade é que, nos últimos anos, tem corrido bem e este ano também não fugiu à regra”, começou por afirmar Borges, em declarações à Lusa.

Após ter dado por concluída a última temporada no início de novembro, o jogador do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis só voltou à competição no início de janeiro, tendo atingido os quartos de final no ATP 250 de Hong Kong e a segunda ronda do ATP 250 de Auckland, no qual havia sido semifinalista o ano passado.

Em Melbourne, onde já está a ultimar a sua preparação e a aproveitar “para melhorar muita coisa” no seu jogo, Nuno Borges diz estar “disponível para aceitar as dificuldades e todo o ambiente”, assim como “desfrutar ao máximo do Grand Slam”.

“Tenho uma primeira ronda bastante difícil, mas estou pronto para a luta”, frisa o adversário português do canadiano Félix Auger-Aliassime, número sete mundial, que considera um “jogador extremamente bem composto fisicamente, com um grande serviço e uma direita perigosa.”

No confronto direto, Auger-Aliassime, de 25 anos, leva vantagem sobre o maiato, três anos mais velho, graças à vitória nos oitavos de final do ATP 500 do Dubai, em 2025, em três sets.

“Vou tentar afinar as pancadas e o ténis o máximo possível nestes dias para tentar fazer um brilharete, quem sabe. Não vai ser fácil, claramente não sou favorito. Mas os torneios do Grand Slam também são especiais por causa disso e, à melhor de cinco ‘sets’, há muito jogo pela frente”, lembra.

Nuno Borges defende que vai pensar num “set de cada vez, à espera de ver no que dá”, mas confessa ter “ambições de ir longe este ano”, num “torneio muito importante” e onde já foi “muito feliz.”

“Vou sempre à procura de melhorar, principalmente o meu ténis, e sinto que os números acabam por vir. Mas continuo com aquela mentalidade de pensar muito no momento. Tenho uma oportunidade gigante para competir e ganhar muitos pontos”, refere Borges, assegurando ir “à procura de ganhar o primeiro encontro e lutar com tudo nessa primeira ronda.”

Jaime Faria (151.º ATP), por sua vez, está de regresso ao quadro principal do ‘major’ dos Antípodas, depois de repetir a façanha da temporada passada e passar incólume a fase de qualificação com três triunfos.

“Fui competente. Consegui não perder nenhum ‘set’ ao longo dos três encontros, com adversários difíceis, e estou feliz por isso. Senti-me bem a jogar aqui. Gosto muitos destas condições, acho que se adequam ao meu jogo, e agora vamos ver como vou estar a jogar no domingo. Vou aproveitar estes dois dias para preparar-me bem, não descansar demasiado a cabeça, manter-me ativo e continuar a trabalhar”, aponta o jovem português, só foi travado pelo sérvio Novak Djokovic na segunda ronda, em 2025.

Este ano, Faria, de 22 anos, tem encontro marcado na abertura do quadro principal com o francês Arthur Cazaux (67.º), após ter saído vitorioso do confronto com o experiente argentino Marco Trungelliti (130.º), pelos parciais de 7-6 (7-5) e 6-3, na última ronda do ‘qualifying’.

“Foi um encontro bem disputado. Acho que o primeiro set foi mais renhido até ao ‘tie-break’, que podia ter caído para qualquer um dos lados. Mas acabei por servir melhor que ele e foi decidido nos detalhes. Depois, senti-o um bocadinho mais cansado e, após um primeiro ‘set’ duro, percebi que para ele dar a volta ia ser complicado. Aproveitei isso, alimentei, entrei bem no segundo ‘set’, servi bem e acabei por fechar bem o encontro”, detalha.

Além de Borges e Faria, apurado pela quinta vez para um quadro principal do Grand Slam, o também português Francisco Cabral, 19.º colocado na hierarquia mundial de pares, vai juntar-se ao austríaco Lucas Miedler, com quem já conquistou um título esta temporada, no ATP 250 de Brisbane, entre os cabeças de série da 114.ª edição do Open da Austrália.

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