“A minha ambição continua alta. Claro que está a ser um pouco mais difícil do que imaginava este regresso, tenho de respeitar a idade e o corpo, mas está a correr muito bem e acho que os meus treinos têm sido cada vez melhores. Agora, é só colher os frutos do meu esforço. O objetivo é sempre o pódio. Eu penso em grande e trabalho para isso”, sublinhou a judoca lusa de 36 anos, que representa o Benfica.
Rochele Nunes, que esteve em Tóquio2020 e Paris2024 e foi medalha de bronze nos Europeus de Praga e Lisboa, em 2020 e 2021, respetivamente, admitiu que a ausência de alguns judocas da próxima prova, na Geórgia, aumentou a sua responsabilidade.
“Infelizmente, temos algumas perdas na nossa equipa, então talvez aumente um pouco mais a minha responsabilidade, mas também não tenho pressão, pois sei do meu potencial. Já fui a quatro Europeus e obtive duas medalhas e dois quintos lugares. Acho que estou num caminho positivo para isso e é uma competição em que eu gosto muito de competir. Eu espero trazer mais uma medalha para Portugal”, expressou.
Com um filho de 11 meses, Rochele Nunes admitiu que tem sido a parte “mais prazerosa” da sua vida, agradecendo à família e ao Benfica as condições que lhe proporcionam para poder conciliar a maternidade com o regresso à competição.
“Está a ser maravilhoso. A maternidade tem sido a parte mais prazerosa da minha vida. É muito mais difícil ir aos Jogos Olímpicos do que ser mãe. Tenho um marido maravilhoso que consegue viver este sonho olímpico comigo, mais uma vez, e o meu pai veio do Brasil para me ajudar. O Benfica também me abriu as portas para a creche, para poder deixar o filho e eu poder estar descansada a treinar. Então, tem sido muito maravilhoso e prazeroso”, explicou a judoca, da categoria +78kg.
