JP Sá Couto responde a PCP e nega qualquer irregularidade laboral


 

Lusa   Economia   19 de Dez de 2009, 14:11

A JP Sá Couto, que fabrica os computadores Magalhães, negou qualquer irregularidade laboral na empresa, considerando caluniosa a acusação do deputado do PCP Honório Novo de violação de direitos dos trabalhadores.

O grupo parlamentar do PCP pediu hoje, em requerimento dirigido ao Ministério do Trabalho, uma fiscalização à empresa, alegando haver violação dos direitos dos funcionários, através de despedimentos e recurso a mão-de-obra temporária para a montagem dos computadores Magalhães.

Segundo o deputado Honório Novo, a JP Sá Couto começou por contratar 160 trabalhadores "completamente precários" a empresas de mão-de-obra temporária, que tem vindo a despedir ao longo deste ano, restando agora cerca de 50 a 60 funcionários.

Se os Magalhães "representam um tipo de trabalho permanente", o deputado comunista pergunta "por que é que estão lá a trabalhar pessoas neste regime quase escravo".

Em comunicado, a JP Sá Couto defende que, em 20 anos de actividade, "tem pautado a sua actuação pelo respeito dos direitos dos trabalhadores e pelo contínuo investimento na formação dos mesmos", não tendo tido "qualquer processo judicial de natureza laboral".

A empresa salienta que "já foi fiscalizada" pelas autoridades, "não tendo sido registadas quaisquer irregularidades", considerando "caluniosa e destituída de qualquer fundamento" a afirmação do deputado comunista de que há funcionários a trabalhar em regime de "quase escravatura".

A JP Sá Couto "estranha" que o deputado Honório Novo "reiteradamente profira declarações falsas" sobre a empresa, "sem nunca sequer ter solicitado qualquer informação, esclarecimento ou visita às suas instalações".


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.