Jerónimo Martins decide no 1º semestre 2008 expansão no leste europeu e na indústria polaca


 

Lusa/AO   Economia   25 de Set de 2007, 09:19

O presidente do conselho de administração da Jerónimo Martins afirmou hoje que a empresa vai decidir no primeiro semestre de 2008 sobre a expansão do negócio de distribuição no leste europeu e sobre se vai investir na indústria na Polónia.
Alexandre Soares dos Santos, que falava no encontro com jornalistas para assinalar a abertura da milésima loja Biedronka na Polónia, disse que estão a analisar os mercados da Ucrânia, Rússia e Roménia como possibilidades de expansão para o negócio da distribuição.

    "Em 2008, no primeiro semstre, a decisão terá de ser tomada", afirmou.

    Soares dos Santos admitiu que a possibilidade de investimento na Ucrânia "é, talvez, a mais viável".

    O presidente da Biedronka, Pedro Soares dos Santos, também presente no encontro, esclareceu, no entanto, que no caso da Ucrânia, tem de haver ainda uma definição da política interna do país.

    Sobre este assunto, Alexandre Soares dos Santos afirmou aos jornalistas estar "muito preocupado com a falta de visão" dos dirigentes europeus, admitindo que a União Europeia possa não dar todo o apoio à Ucrânia devido às negociações em diversos assuntos que mantém com a Rússia.

    O presidente da Jerónimo Martins referiu também que o investimento em qualquer um destes mercados comporta riscos e apontou o caso da Rússia, onde, à dinâmica do país se contrapõe o insucesso na criação de joint-ventures, modelo que considera necessário para um possível investimento no mercado russo.

    A expansão da Jerónimo Martins no leste europeu será feita a partir da Polónia, aproveitando os quadros e os conhecimentos adquiridos neste mercado.

    O grupo português encara também a possibilidade de investir na indústria na Polónia num sistema idêntico ao que tem em Portugal, mas, ao contrário do que acontece no mercado português, onde está associada à Unilever, se avançar vai fazê-lo sozinho.

    O possível investimento na indústria será feito a partir de Portugal, explicou Soares dos Santos.

    Soares dos Santos disse também que, se a Jerónimo Martins decidir expandir o negócio da distribuição, a Polónia passará a ser o centro do grupo português.

    "Se investirmos num destes países [Ucrânia, Rússia e Roménia], a Polónia será o centro do grupo Jerónimo Martins", afirmou.

    "Um membro ou mais da comissão executiva vão ter de viver aqui [na Polónia]", sublinhou.
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