Jerónimo considera que Portugal "só tinha a ganhar em manter pontes com a Grã-Bretanha"

Jerónimo considera que Portugal "só tinha a ganhar em manter pontes com a Grã-Bretanha"

 

AO Online/Lusa   Nacional   2 de Mar de 2019, 12:43

O secretário-geral do PCP considera que Portugal "só tinha a ganhar em manter pontes com a Grã-Bretanha" se esta sair da União Europeia, defendendo que "a vontade do povo britânico deve ser respeitada" seja qual for a decisão.

"O nosso país só tinha a ganhar em manter pontes com a Grã-Bretanha e de encarar essa possibilidade de ter sempre ali um grande parceiro comercial com relações que são históricas, mas que podem ser atualizadas", sustenta Jerónimo de Sousa, em entrevista à agência Lusa.

O líder comunista lembra que o Reino Unido foi o "maior parceiro comercial" de Portugal para concluir que, apesar das dúvidas e do "alinhamento do Governo com a União Europeia", "Portugal deveria fazer todos os esforços para continuar a ter uma relação, particularmente no plano comercial, como sempre teve, que valorize as economias dos dois países".

Para o secretário-geral dos comunistas, qualquer que seja o desenvolvimento do processo do 'Brexit', a vontade do povo britânico "deveria ser respeitada".

Jerónimo de Sousa considera igualmente necessário que o executivo garanta "a normalização das vidas dos muitos emigrantes, particularmente jovens", que estão no Reino Unido.

Sobre a situação na Venezuela, o líder do PCP utiliza o mesmo argumento: "o povo venezuelano tem direito a decidir sobre a sua soberania".

"Não há balas boas e balas más", salienta o dirigente comunista, lembrando que até as Nações Unidas "estão em profundo desacordo com uma intervenção externa" para resolver o problema.

Jerónimo recua até aos tempos da "ditadura fascista" em Portugal para lembrar que os comunistas estiveram sempre contra a possibilidade de uma intervenção externa.

"Para amar a minha pátria, tenho de amar outros povos que lutam pela sua própria afirmação soberana", acentua o secretário-geral do PCP para insistir que "os venezuelanos, como qualquer povo do mundo, têm sempre um direito, de serem eles próprios a definir o rumo das suas vidas".

O Presidente norte-americano, Donald Trump, "não é o demónio deste processo, mas é quem o está a determinar", até porque chegou a admitir a hipótese de uma intervenção militar, "contra o direito internacional".

O líder comunista conclui que em causa, na Venezuela, está "uma questão de soberania" porque" quem ama o seu país, quem ama a sua pátria, naturalmente, não abdica do seu direito à soberania".


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