Política

Japão derrota Irão em disputa para o Conselho de Segurança da ONU


 

Lusa/AOonline   Internacional   17 de Out de 2008, 17:15

O Japão foi eleito como membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o período 2009-2010, derrotando o Irão, seu único rival para o lugar asiático a preencher.
Miguel d'Escoto, presidente da Assembleia Geral da ONU, anunciou que o Japão obteve 158 votos contra 32 para o Irão.

    Tóquio é o segundo contribuidor individual para o orçamento da ONU, atrás dos Estados Unidos, e está em campanha há vários anos para conseguir um lugar permanente no Conselho de Segurança.

    Teerão é membro fundador da ONU, criada em 1945, e ocupou um lugar no Conselho apenas uma vez, no biénio 1955-56, contra nove para o Japão que apenas se juntou à organização mundial em 1956.

    A Assembleia-Geral da ONU elegia hoje cinco novos membros para o Conselho, tendo sido ainda eleitos a Áustria e a Turquia para os dois lugares europeus que estavam em jogo, enquanto a Islândia foi eliminada.

    O México e o Uganda, candidatos únicos para os grupos América Latina e África, foram igualmente eleitos.

    Principal órgão de decisão da Organização das Nações Unidas, o Conselho de Segurança é composto por 15 membros, cinco dos quais permanentes e com direito de veto (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia).

    Os restantes 10 são eleitos anualmente em grupos de cinco pela Assembleia Geral para mandatos de dois anos não renováveis imediatamente.

    Os lugares são divididos por zonas geográficas e para ser eleito um país deve recolher dois terços dos votos dos Estados presentes e votantes.

    Os novos eleitos participarão no Conselho de Segurança a partir de 01 de Janeiro e até 31 de Dezembro de 2010.

    Os outros cinco membros não permanentes, que sairão a 31 de Dezembro de 2009, são o Burkina Faso, a Costa Rica, a Croácia, a Líbia e o Vietname.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.