Aviação

Investigações aos 3 acidentes no Alentejo só terminam em 2010


 

Lusa/AO Online   Nacional   4 de Nov de 2009, 10:34

As investigações aos três acidentes aéreos ocorridos este Verão no Alentejo, com seis mortos e um ferido grave, aguardam mais peritagens aos destroços e componentes das aeronaves.  

O director do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA), tenente-coronel Fernando Reis, assumiu hoje à agência Lusa que esta meta, de "fechar" as investigações no primeiro semestre de 2010, se aplica, não só aos três acidentes da região alentejana, mas também a todos os sinistros com aeronaves que estão em aberto.

"No primeiro semestre do próximo ano, queria que estivesse resolvida a investigação dos acidentes todos. Vamos fazer esforços acrescidos para ter tudo concluído, mas vai depender da celeridade das peritagens que faltam efectuar", disse.

No último Verão, o primeiro dos três acidentes aéreos no Alentejo aconteceu em Évora, a 14 de Agosto, quando um avião bimotor de uma empresa de pára-quedismo local caiu num bairro periférico da cidade, atingindo três casas e provocando duas vítimas mortais.

Dois dias depois, uma avioneta despenhou-se numa herdade do concelho de Alcácer do Sal, com a morte do piloto, de 78 anos, um dos donos da propriedade agrícola, e queimaduras graves no passageiro da aeronave, de 18 anos.

O terceiro acidente ocorreu perto da aldeia de Sete, concelho de Castro Verde (Beja), no dia 15 de Setembro, com a queda de um bimotor da Academia Aeronáutica de Évora (AAE), matando um instrutor espanhol, de 25 anos, e dois alunos holandeses, com 18 e 20 anos.

A investigação, para procurar determinar as causas dos sinistros, está a cargo de peritos do GPIAA, organismo do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, que já elaboraram relatórios preliminares, mas não os finais.

No que respeita ao avião acidentado de Évora, o relatório preliminar, consultado pela Lusa na página de Internet do GPIAA, indica que o motor do aparelho ainda vai ser alvo de peritagens pelo fabricante, a empresa canadiana P&WC.

"A nossa congénere canadiana, TSB, já nomeou um representante acreditado que vai acompanhar as peritagens e, depois, fará um relatório das conclusões que nos será remetido", disse o tenente-coronel Fernando Reis, tendo a Lusa apurado, junto de outra fonte do GPIAA, que o motor não seguiu ainda para o Canadá.

Já o relatório preliminar da avioneta despenhada em Alcácer do Sal, refere que foram encontrados "alguns pedaços da ponta da asa direita" que apresentavam "marcas de colisão com os sobreiros" existentes na zona, enquanto que a mesma fonte do GPIAA acrescentou que a investigação "prossegue" e que não foram ainda recolhidas declarações do passageiro.

Também continua em curso a averiguação das causas do sinistro com o avião da Academia Aeronáutica de Évora nas imediações da aldeia de Sete.

O relatório preliminar revela que o bimotor desapareceu do radar "pelas 20:53" de 15 de Setembro, quando regressava ao Aeródromo de Évora, tendo o director do GPIAA revelado à Lusa que se seguem "exames e testes aos destroços da aeronave e dos seus componentes e sistemas".


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