Açoriano Oriental
IL/Açores diz que privatização da Azores Airlines não pode esperar por 2025

O deputado da IL/Açores defendeu que o Governo Regional deve “fechar ou vender” a Azores Airlines (responsável pelas ligações aéreas com o exterior), considerando que a privatização é uma “prioridade política” que “não pode esperar” por 2025.

IL/Açores diz que privatização da Azores Airlines não pode esperar por 2025

Autor: Lusa/AO Online

Em comunicado, Nuno Barata lamenta as afirmações do líder do executivo açoriano, José Manuel Bolieiro, que deixou uma “palavra de reconhecimento” e "gratidão" aos trabalhadores da SATA, que realizaram “sacrifícios” para “salvar a empresa”.

“Mais do que cortar nos ordenados dos funcionários e agradecer os sacrifícios que todos têm feito pela empresa, o que o Governo Regional deve fazer é fechar ou vender a SATA Internacional [Azores Airlines]”, afirma o deputado liberal.

Nuno Barata insiste que a privatização da Azores Airlines, que já está prevista no Plano de Reestruturação do grupo aprovado pela Comissão Europeia, “não pode esperar” por 2025.

"[A privatização] não pode esperar para 2025, como se prepara o Governo Regional para fazer. […] A venda ou encerramento da Azores Airlines deve ser uma prioridade política a concretizar até ao fim desta legislatura”, defende.

Juntamente com o Chega e o deputado independente Carlos Furtado (ex-Chega), a IL é um dos partidos que suporta parlamentarmente o Governo dos Açores de coligação PSD/CDS-PP/PPM.

Considerando a SATA “o mais importante instrumento de desenvolvimento e coesão regional”, Nuno Barata lembra que os trabalhadores da companhia aérea sofreram três cortes salariais na última década.

“Não são os trabalhadores que têm de fazer sacrifícios. É o Governo, enquanto acionista, que tem de fazer o seu trabalho e não o tem feito. O mais fácil é pedir sacrifícios aos trabalhadores. O mais difícil é tomar as decisões corajosas e certas para garantir o futuro”, afirma.

O liberal realça ainda que a SATA está a “pagar tão mal” que “já ninguém quer ir trabalhar para a empresa”, uma vez que “este verão foi o cabo dos trabalhos para encontrar funcionários”.

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