Na sequência de uma reunião com o conselho de administração do hospital da Horta, na ilha do Faial, o deputado manifestou-se contra uma “discussão política triste e profundamente esotérica” sobre as tipologias hospitalares.
Pedro Ferreira concluiu um ciclo de visitas aos três hospitais do arquipélago dos Açores.
Citado em nota de imprensa, o parlamentar defendeu a necessidade de salvaguardar a capacidade de resposta das maiores infraestruturas em benefício de todas as ilhas.
Para Pedro Ferreira, o hospital de Ponta Delgada “é uma unidade de retaguarda que dá salvaguarda aos hospitais da Horta e da Terceira e aos doentes de todas as outras ilhas”.
“Isto é uma questão de escala social e infraestrutural. Se o hospital de Ponta Delgada não estiver em condições de dar resposta, fruto do incêndio que o afetou, a saúde de todos os Açores fica com um problema gravíssimo”, considerou.
Para o deputado, as visitas aos hospitais da Horta e da Terceira demonstraram que, “apesar das melhorias necessárias na organização e na comunicação com os utentes”, ambos os hospitais mantêm uma “boa capacidade de resposta”.
Segundo Pedro Ferreira, “quer na Horta, quer na Terceira, o funcionamento das unidades hospitalares necessitando, naturalmente, de alguma organização ao nível dos serviços, da comunicação com os utentes, têm uma boa capacidade de resposta”.
O hospital de Ponta Delgada “é um hospital de retaguarda, é um hospital que dá salvaguarda ao hospital da Horta e ao hospital da Terceira, aos doentes de todas as outras ilhas dos Açores”, considerou o liberal.
“A discussão que está a ser feita em torno de um hospital novo, que não é; de um hospital central, que não é; de um hospital universitário, que ainda ninguém sabe se será; é uma discussão política triste e profundamente esotérica, que só está a contribuir para, ao fim de 50 anos de Autonomia, dividir açorianos e pôr açorianos contra açorianos", frisou.
Para o liberal, "há, neste momento, um problema, que é a necessidade urgentíssima de resolver o problema do hospital de Ponta Delgada, porque, não estando do hospital de Ponta Delgada em condições de dar resposta a todos os doentes dos Açores, a todos os outros hospitais, efetivamente a saúde dos Açores fica com um problema”.
