“Quero deixar à administração, aos profissionais deste hospital, aos utentes deste hospital, o entendimento que o Governo tem - eu, a senhora secretária regional [da Saúde] e o Governo no seu todo - do empenho que o Serviço Regional de Saúde tem de dar na sua complementaridade à resposta aos doentes e aos nossos utentes”, afirmou José Manuel Bolieiro, em declarações aos jornalistas.
O chefe do executivo açoriano assistiu a uma artroplastia total do joelho, a primeira cirurgia ortopédica realizada com recurso a um robô cirúrgico no Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT).
Orçado em 1,25 milhões de euros (mais IVA), o sistema robótico de ortopedia adquirido para o Hospital da Ilha Terceira foi financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Foi também adquirido um sistema robótico de ortopedia para o Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, por 1,1 milhões de euros.
Na deslocação ao HSEIT, onde visitou também as obras de construção de uma sala de hemodinâmica, José Manuel Bolieiro assumiu o objetivo de “aumentar a diferenciação” e as capacidades do hospital, que disse ser "magnífico" em termos de instalações.
Nos últimos meses, empresários e políticos das ilhas de São Miguel e Terceira têm-se manifestado sobre a possibilidade de criação de um hospital central e universitário em Ponta Delgada, na sequência do incêndio que afetou a unidade hospitalar da ilha de São Miguel em maio de 2024.
O vice-presidente do executivo açoriano e líder do CDS-PP/Açores foi uma das vozes críticas de uma possível centralização de serviços de saúde em Ponta Delgada.
Questionado sobre se pretendia passar uma mensagem, com esta deslocação ao HSEIT, José Manuel Bolieiro disse que “o ruído e a espuma do dia não pode convencer quem tem uma visão estratégica e estrutural”.
“Este Governo, por mim liderado, tem uma visão estratégica e estrutural. É bom, fruto do que aconteceu na transformação democrática, que haja liberdade de opinião e expressões, várias, mas eu tenho um dever, em nome do Governo, que é gerir, com ponderação, seriedade, vontade e sentido estratégico, e deixar passar a espuma do dia para podermos fazer o bem que tem de ser feito pelos Açores e, neste caso, pela saúde dos Açores”, apontou.
O chefe do executivo açoriano garantiu estar a cumprir o que está no Programa do Governo, “em benefício de todos e não em prejuízo de alguém”.
“O Governo não segue o caminho das perturbações, segue o caminho da serenidade estratégica e com a sua responsabilidade de corresponder ao cumprimento do seu Programa de Governo. E é isto que vai ser feito”, frisou.
José Manuel Bolieiro destacou a utilização do robô cirúrgico ortopédico no HSEIT como um “momento histórico”, elencando as vantagens para os utentes e para os profissionais de saúde.
“Passámos a ter, com base na inovação, nas novas tecnologias, uma capacidade que ajuda a fazermos mais e melhor pela saúde dos nossos utentes. É uma intervenção menos invasiva, mais eficaz e que, provavelmente, com estas condições de menor invasão, mais eficácia e pormenor, possibilita a recuperação dos doentes de forma mais célere”, apontou.
