Religião

Igreja católica beatifica 188 mártires japoneses em Nagasaki

A Igreja Católica celebrou, em Nagasaki, a primeira cerimónia de beatificação em território nipónico de 188 mártires japoneses, que morreram afirmando a crença na religião que chegou ao Japão através de jesuítas portugueses.


Na cerimónia, celebrada perante 30 mil pessoas no estádio Big N de Nagasaki (no sul do Japão), foram beatificados os mártires nipónicos que, apesar de perseguidos e torturados entre 1603 e 1639, se negaram a renunciar às suas crenças religiosas.

    O cardeal português José Saraiva Martins, Perfeito da Congregação para a Causa dos Santos e enviado especial do Papa Bento XVI, oficiou a cerimónia de beatificação, a primeira num país onde apenas 01 por cento dos cerca de 122 milhões de habitantes são cristãos.

    A cerimónia de beatificação, um ritual necessário para a canonização na qual um beato passa a ser santo, começou às 12:00 locais e durou cerca de três horas.

    Entre os novos beatos destacam-se Pietro Kibe, um dos últimos sacerdotes jesuítas da antiga missão do Japão, e Julián Nakaura, um dos principais evangelizadores quando o cristianismo começou a ser perseguido.

    Apenas cinco dos 188 homenageados eram religiosos: todos os outros eram laicos.

    Bento XVI mostrou domingo, na cidade do Vaticano, a sua “proximidade espiritual à Igreja e ao Japão”, recordando estes mártires, “todos japoneses, homens e mulheres, mortos na primeira metade do século XVII”.

    “Que a sua vitória em Cristo sobre o pecado e a morte nos encha de esperança e coragem!”, proclamou Bento XVI.
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