Modernização das forças armadas

Governo terá de reforçar meios financeiros


 

Lusa / AO online   Nacional   1 de Out de 2007, 17:34

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), general Valença Pinto, admitiu segunda-feira que o Governo terá de reforçar "a curto prazo" os meios financeiros para a modernização das Forças Armadas.
O general Valença Pinto foi convidado para fazer uma apresentação das Forças Armadas portuguesas na conferência de presidentes das comissões de Defesa dos Parlamentos dos Estados-membros da União Europeia (UE), do Parlamento Europeu e de países candidatos a decorrer em Lisboa.

A Lei de Programação Militar (LPM), plano a longo prazo de reequipamento das Forças Armadas, de 2006 a 2023, prevê um investimento de 55 mil milhões de euros, quantia que está concentrada para os primeiros 12 anos da lei.

 "Novos e mais modernos recursos", ou equipamentos, são, disse Valença Pinto, "um dado 'sine qua non', indispensável para a criação de umas Forças Armadas que possam responder de modo cabal aos novos e muito complexos tipos de ameaça com que se confrontam Portugal e o Mundo".

Dado que a maior parte da verba da LPM se concentra para os primeiros 12 anos de vigência, o CEMGFA alertou que, "a curto prazo", será necessário definir mais investimento por parte do Estado.

 "A curto prazo, o Governo terá que fazer uma ponderação mais completa do ciclo 2018-2023 [da LPM] e incluir mais algum conjunto de recursos financeiros", afirmou o general aos participantes no encontro em que está em debate a defesa europeia e a cooperação da UE com África.

O general Valença Pinto explicou a "grande mudança" do Exército nos últimos anos e enumerou depois os investimentos previstos na LPM nos próximos anos, incluindo os submarinos, as fragatas, novos blindados, o navio polivalente, renovação do armamento ligeiro ou, ainda, a compra de novos aviões de transporte da Força Aérea.

As Forças Armadas portuguesas têm hoje 49 mil homens e mulheres, 41 mil dos quais militares e oito mil civis.

O Exército é o maior dos três ramos, com 53 por cento dos efectivos, seguido da Marinha, com 28 por cento, e da Força Aérea, com os restantes 19 por cento.

Do total de 49 mil efectivos, as Forças Armadas têm hoje 12,4 por cento de mulheres.
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