Açoriano Oriental
Governo Regional justifica exclusão das ilhas Corvo e Pico da campanha 'Açores Todo o Ano'

O Corvo e o Pico não integram a campanha de promoção turística 'Açores Todo o Ano' porque a primeira ilha não tem infraestruturas de acomodação disponíveis para aumento de turistas e, na outra, os empresários não aderiram à iniciativa.


Autor: Lusa


A explicação foi dada pelo Governo Regional dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) na resposta a um requerimento dos deputados do PS Mário Tomé, Marta Matos e Lubélio Mendonça que consideram que há discriminação das ilhas do Pico e do Corvo na promoção turística da região.

Segundo a resposta do executivo, consultada hoje pela Lusa, o objetivo principal da campanha 'Açores Todo o Ano' é combater a sazonalidade na região, garantindo a inclusão de todas as ilhas.

“Não obstante, a ilha do Corvo enfrenta desafios de capacidade instalada ao nível do alojamento. Isso significa que as infraestruturas de acomodação disponíveis na ilha não são suficientes para acomodar um aumento significativo de turistas durante a campanha e o respetivo cumprimento dos compromissos da mesma”, justificou o secretário Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas.

Na resposta aos socialistas, o governante referiu ainda que na ilha do Pico “não foi possível recolher interesse por parte dos empresários locais para participação na campanha”.

Duarte Freitas esclareceu, igualmente, que a Associação Comercial da ilha do Pico e a Câmara de Comércio e Indústria da Horta foram envolvidas no processo de consulta relativo ao interesse das unidades de alojamento em participar na campanha e foram realizados diversos esforços para estabelecer comunicação com essas entidades.

“Além disso, o operador Wamos/Top Atlântico também se envolveu nesse processo, com o intuito de superar a lacuna de alojamento. No entanto, apesar desses esforços e tentativas de inclusão, os empresários locais apresentaram como argumento de recusa o facto de considerarem o valor aplicado por noite/quarto insuficiente para o nível dos serviços prestados”, lê-se.

Nas duas ilhas, a Visit Azores, a entidade responsável pela iniciativa, também fez “vários contactos aos seus associados, assim como a Wamos/Top Atlântico aos seus parceiros”.

Em outubro, os deputados socialistas Mário Tomé, Marta Matos e Lubélio Mendonça consideraram “inaceitável a exclusão das ilhas do Pico e do Corvo na campanha promocional da VisitAzores 'Açores Todo o Ano'".

Segundo os deputados da oposição, “essa exclusão ocorre sem qualquer fundamento aparente, prejudicando dezenas de empresas e trabalhadores do setor turístico nessas duas ilhas”.

Ainda de acordo com os deputados socialistas, nas Jornadas Atlânticas de Turismo, em 09 de outubro, na ilha de São Jorge, o presidente do Governo Regional dos Açores “expressou a importância de abordar a promoção turística das nove ilhas da região com base na proporcionalidade da sua dimensão e capacidade para receber visitantes”.

“No entanto, apenas dois dias após essa declaração, a associação Visit Azores lançou uma campanha promocional intitulada ‘Açores Todo o Ano’, em associação com o Cartão Continente e a Top Atlântico. A campanha oferece descontos de 20% no Cartão Continente para voos e estadias nas ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira, São Jorge, Graciosa, Faial e Flores, contando ainda com o apoio da SATA”, indicaram.

Os parlamentares consideraram a decisão “incompreensível, uma vez que o Plano Estratégico e Marketing de Turismo dos Açores tem como objetivos a atenuação da sazonalidade e a dispersão dos fluxos turísticos por todas as ilhas, e essa exclusão contradiz essa estratégia de forma direta”.


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