Açoriano Oriental
Governo quer encontrar soluções para minimizar impacto de cheias no Baixo Mondego

O Governo pretende encontrar soluções para minimizar os impactos das cheias no Baixo Mondego, nomeadamente através de um investimento no sistema de regadio, afirmou a ministra da Agricultura.

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Foto: PAULO CUNHA/LUSA
Autor: Lusa/AO Online

"Temos que olhar para o sistema [de regadio] montado e que protege esta população e os campos agrícolas para tentar encontrar soluções que minimizem os impactos de situações de cheia como esta e, com base nisso, não comprometamos a economia do Baixo do Mondego", disse Maria do Céu Albuquerque, que falava após uma visita a Montemor-o-Velho, concelho afetado pelas cheias do Mondego.

Em declarações aos jornalistas, a ministra admitiu a possibilidade de um trabalho em articulação com o Ministério do Ambiente para se poderem fazer investimentos no sistema hidroagrícola do Baixo Mondego, por forma a mitigar o efeito das cheias.

"Estas situações vão ser cada vez mais frequentes. Este é um efeito claro das alterações climáticas, em que secas severas dão lugar a situações como esta de forte precipitação em que os terrenos não são capazes de fazer a absorção da água", sublinhou.

Nesse sentido, referiu, é necessário "estudar formas de viabilizar este território e a atividade agrícola que aqui é tão importante".

Apesar de ainda se desconhecer quais as infraestruturas do sistema hidroagrícola do Baixo Mondego que foram afetadas pelas cheias, Maria do Céu Albuquerque referiu que ainda há disponibilidade do Programa Nacional de Regadio (com dotação orçamental de 560 milhões de euros) para abrir um terceiro aviso, podendo ser mobilizados alguns recursos financeiros desse programa para a zona do Baixo Mondego.

Relativamente aos apoios aos agricultores afetados pelas cheias na região, a ministra referiu que ainda é prematuro falar de ajuda financeira, sendo necessário primeiro fazer um levantamento exaustivo dos prejuízos, assim que as condições no terreno o permitirem.

"O PDR 2020 tem mecanismos que podem ser disponibilizados se os prejuízos forem superiores a 30% nesta área. Esse e outros mecanismos podem ser acionados caso se justifique", acrescentou.

Questionada sobre o alerta deixado pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) sobre os "prejuízos sérios" nos pastos, a ministra referiu que ainda não se consegue perceber o impacto das cheias sobre as pastagens e que também ainda não chegou qualquer informação sobre essa situação ao Ministério da Agricultura ou à Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro.



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